«Alonso não conseguia dar mais voltas sem arriscar lesões permanentes nas mãos»
Adrian Newey, chefe da equipa técnica da Aston Martin, e Koji Watanabe, presidente da Honda Racing, explicaram os problemas enfrentados pelos monolugares da Aston Martin nos testes de pré-temporada. A situação é tão grave que as primeiras corridas são consideradas comprometidas para Fernando Alonso e Lance Stroll.
Os problemas mais significativos advêm da unidade de potência, fornecida pela Honda este ano. Ao nível do chassis, Newey, responsável pela aerodinâmica, afirma que este seria o quinto melhor na competição. No entanto, o engenheiro britânico sugere que os problemas no motor poderão complicar as missões de Alonso e Stroll nas primeiras corridas da temporada.
A Honda reafirmou que tomará medidas, as chamadas correções de fiabilidade, já na primeira corrida da temporada, na Austrália, a 8 de março. Contudo, o representante da empresa japonesa alertou que a nova unidade de potência funcionará com limitações de desempenho durante todo este fim de semana.
O motor enfrenta vibrações massivas. Neste sentido, Newey revelou um detalhe chocante dos testes: «Fernando Alonso disse-nos que não conseguia completar mais de 25 voltas sem arriscar lesões nervosas permanentes nas mãos, e Lance não conseguia ultrapassar as 15 voltas.» Isto porque as vibrações se propagaram por todo o monolugar.
«O carro tem um potencial de desenvolvimento enorme»
O engenheiro admitiu atrasos nos trabalhos. «No que diz respeito ao chassis, creio que é do conhecimento geral que enfrentámos um período de desenvolvimento muito curto. Não conseguimos introduzir um modelo no túnel de vento até meados de abril, por isso estamos bastante atrasados em relação aos nossos concorrentes. Esta é a realidade. Focámo-nos em obter um pacote arquitetónico sólido e de qualidade. Por pacote arquitetónico, refiro-me às peças que não podemos mudar facilmente durante a temporada. Creio que conseguimos isso. Portanto, acredito que o carro tem um potencial de desenvolvimento enorme», explicou.
«Temos um plano de desenvolvimento bastante agressivo em curso. Assim, creio que é justo dizer que aqui, em Melbourne, estamos um pouco atrás dos líderes. Provavelmente diria que somos a quinta melhor equipa, portanto temos o potencial de nos qualificar para o Q3 no que diz respeito ao chassis», completou.
O representante da Honda Racing, Koji Watanabe, explicou o que está a ser feito para corrigir os problemas:
«Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, experienciámos uma vibração inesperada que danificou os componentes da bateria do motor. Como resultado, não conseguimos percorrer o número de quilómetros inicialmente planeado. Os engenheiros estão a trabalhar para desenvolver e avaliar várias contramedidas para os problemas detetados durante os testes.»