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Alguma vez a Espanha deixou de ser candidata? (crónica)
Espanha voltou à melhor versão. Acossada pelo empate frente a Cabo Verde, a campeã da Europa entrou em campo transformada. O aniversariante Luis de la Fuente fez quatro mexidas face à partida de estreia: Porro no lugar de Llorente, Dani Olmo por Fabián Ruiz, Alex Baena por Gavi e Lamine Yamal por Ferran Torres. No caso do extremo do Barcelona, a titularidade foi um marco: há dois meses que o esquerdino e melhor jogador da equipa não fazia uma partida a titular após a lesão muscular frente ao Celta, a 22 de abril.
Mesmo sem estar na plenitude das suas capacidades, Lamine foi para cima dos sauditas e respondeu aos, 11', ao cruzamento de Oyarzabal, inaugurando o marcador. O golo, encostando de pé direito na pequena área, foi o reflexo de uma dinâmica que ficou patente nos 10 minutos anteriores: pressão alta, circulação rápida de bola e muita objetividade.
Yamal aparece ao segundo poste para dar vantagem a La Roja 🇪🇸#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #ArábiaSaudita #betano pic.twitter.com/u4NRSRncl0
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É uma das imagens de marca deste selecionador que conquistou o Euro-2024: as posses de bola não são exageradamente longas, têm o tempo certo até ordem para a aproximação à baliza. Quando sintonizados, os espanhóis somam uma avalanche de chegadas à área e na primeira meia-hora a única dúvida residia apenas no volume do marcador.
Foi Oyarzabal o protagonista a partir daí. O avançado da Real Sociedad, que não havia tocado uma vez na bola diante de Cabo Verde, apontou dois golos de oportunidade: primeiro, numa terceira vaga após canto, a passe de Laporte; depois, concluindo uma jogada que podia ter sido de futebol de praia: bola sempre no ar, Cucurella colocando em Dani Olmo, o médio a tocar de cabeça e o basco a finalizar ao segundo poste.
0 toques na bola em 30’ contra Cabo Verde 🥶
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2 golos e 1 assistência em 24’ contra a Arábia Saudita 😮💨
Mikel Oyarzabal 🤷♂️#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #ArábiaSaudita #betano pic.twitter.com/u5HxNkPTMk
Tudo isto no espaço de 13 minutos (ente os 11' e os 24'). A mensagem era clara: Espanha queria mostrar outra cara e, não menos importante, pretendia gerir o jogo à sua maneira - com bola e no conforto do resultado.
Assim, De la Fuente deixou Lamine no balneário ao intervalo (ainda não está no ponto) e também Oyarzabal, este por opção. Quem entrou não fez má figura, mas a Espanha já não foi a mesma. Fosse pela menor sintonia entre os intérpretes ou porque ainda há muito Mundial para jogar. Ou ainda porque aos 49', na sequência de um canto, Al Tambakti viu uma defesa de Al-Owais a remate de Cucurella bater-lhe no corpo e entrar para dentro da baliza.
Com 4-0 ainda antes do minuto 50 o jogo estava arrumado. Os sauditas abandonaram a sua linha de cinco defesas, mas a desmultiplicação não teve efeitos, pois só aos 80' houve um remate digno de seu nome - Al Hamdan teve o mérito de obrigar Unai Simón a ir ao chão.
Foi, como se diz na gíria, um jogo sem história, quando o domínio de uma das equipas é absoluto e não permite réplica, muito diferente do encontro frente a Cabo Verde. A candidata está de volta - ou nunca deixou de o ser?
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