Corrida vai passar por 25 municípios das quatro sub-regiões alentejanas         Fotografia FPC
Corrida vai passar por 25 municípios das quatro sub-regiões alentejanas Fotografia FPC

Alentejana volta a ter contrarrelógio e Serra de São Mamede pode decidir

Apresentada a Volta ao Alentejo, que nesta 43.ª edição contará com 20 equipas, incluindo as 10 continentais portuguesas e equipas de desenvolvimento do WorldTour

A 43.ª edição da Volta ao Alentejo, entre 25 e 29 de março, terá como ponto alto a chegada à Serra de São Mamede e o regresso de um contrarrelógio individual, ausente há três anos. O percurso, com um total de 675,9 quilómetros, foi apresentado esta terça-feira no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal. Ao longo de cinco dias o pelotão atravessará 25 municípios das quatro sub-regiões alentejanas, reforçando o alcance territorial da prova.

A prova, conhecida como a Alentejana, arrancará em Sines e terminará na emblemática Praça do Giraldo, em Évora. A primeira etapa, a 25 de março, ligará Sines a Almodôvar ao longo de 173,7 km, com uma chegada previsivelmente ao sprint.

No dia seguinte, a segunda tirada de 161,9 km entre Ferreira do Alentejo e Montemor-o-Novo também deverá favorecer os velocistas. Contudo, os últimos 400 metros em empedrado, a subir para o castelo, poderão criar as primeiras diferenças significativas na classificação geral.

O grande regresso acontece a 27 de março, com um contrarrelógio individual de 23,9 quilómetros no Crato. Será o mais longo desde 2008 e, por ser maioritariamente plano, poderá beneficiar os especialistas na disciplina.

A etapa rainha está marcada para o quarto dia, numa ligação de 153,3 km entre Vila Viçosa e o topo da Serra de São Mamede. O percurso inclui três contagens de montanha, com a última, de primeira categoria, a coincidir com a meta a 1.008 metros de altitude. Antes da subida final, o pelotão passará pelo Alto do Souto da Relva e pelo Alto das Reveladas, num dia que se antevê decisivo para a classificação final.

A quinta e última etapa liga Moura a Évora, num percurso de 163,1 km sem grandes dificuldades montanhosas, culminando na Praça do Giraldo.

Fotografia FPC

Criada em 1983, a Alentejana integra desde 2005 o calendário internacional UCI Europe Tour, atraindo equipas e corredores nacionais e internacionais. Ao longo da sua história, a prova recebeu alguns dos grandes nomes do ciclismo mundial, entre os quais Miguel Indurain, vencedor da edição de 1996. Segundo o presidente FPC, Cândido Barbosa, esta edição assinala um novo momento na prova: «A Volta ao Alentejo ocupa um lugar muito especial na história do ciclismo português e na identidade desportiva da região. A edição de 2026 assinala um novo ciclo, com a Federação Portuguesa de Ciclismo a assumir diretamente a organização da prova, reforçando o nosso compromisso com o crescimento e a valorização desta competição.»

A organização está a cargo da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), em colaboração com a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Emesports. A prova contará com 20 equipas, incluindo as 10 continentais portuguesas e equipas de desenvolvimento do WorldTour como a EF Education–Aevolo, UAE Emirates Gen Z, Movistar Academy e a NSN Development.

Lista de Equipas 

Equipas Continentais UCI: Anicolor/Campicarn (POR), Aviludo-Louletano-Loulé (POR), Credibom/LA Alumínios/Marcos Car (POR), Efapel Cycling (POR), Feira dos Sofás-Boavista (POR), GI Group Holding-Simoldes-UDO (POR), Óbidos Cycling Team (POR), Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua (POR), Team Tavira/Crédito Agrícola (POR), UAE Team Emirates Gen-Z (UAE), EF Education-Aevolo (USA), Movistar Team Academy (ESP), NSN Development Team (SUI).

Equipas de Clube: Inovocorte Cycling (POR), Porminho Team Sub?23 (POR), Santa Maria da Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc (POR), Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo (POR), High Level-Gsport-Grupo Tormo (ESP), Cortizo-Club Ciclista Padronés Cortizo (ESP), Caja Rural-Alea (ESP)