Guendouzi polémico no Lyon-Fenerbahçe
Guendouzi polémico no Lyon-Fenerbahçe

Adjunto de Paulo Fonseca no centro do caos no final do Lyon-Fenerbahçe

António Ferreira, treinador de guarda-redes do clube francês, tentou travar festejos provocatórios de Guendouzi, que se justificou

O final do jogo do play-off da UEFA Champions League entre o Lyon e o Fenerbahçe foi marcado por cenas de violência, com o médio francês Mattéo Guendouzi no epicentro da confusão, mas também um dos treinadores adjuntos de Paulo Fonseca, António Ferreira.

O jogador do clube turco foi alvo de uma tentativa de agressão por parte do membro da equipa técnica do Lyon, o que desencadeou uma rixa generalizada junto ao túnel de acesso aos balneários.

A tensão escalou após o apito final, que confirmou a vitória do Fenerbahçe por 2-1 e a consequente qualificação para a fase de grupos. Guendouzi, de 27 anos, provocou os adeptos da casa enquanto se dirigia para os balneários, o que motivou uma reação furiosa de António Ferreira, treinador de guarda-redes do Lyon, que tentou pontapear o jogador.

Imagens captadas nas bancadas mostram o momento em que jogadores e elementos das equipas técnicas de ambos os clubes se envolveram em confrontos físicos, com socos a serem desferidos na direção de Ferreira, que foi imobilizado contra uma parede. A intervenção dos seguranças foi necessária para serenar os ânimos.

Tentativa de agressão de António Ferreira
Depois encostado a uma parede

O comportamento de Guendouzi foi provocador ao longo de todo o encontro. O antigo jogador do Marselha, grande rival do Lyon, respondeu com gestos obscenos aos assobios e insultos dos adeptos locais, tanto durante o aquecimento como no decorrer da partida.

Após o jogo, os jogadores do Lyon confrontaram o francês, tendo os seus colegas de equipa, incluindo Ederson e Romelu Lukaku, saído em sua defesa. Guendouzi terá continuado as provocações com referências ao Marselha - incluindo o gesto do rapper Jul, muito associado a Marselha -, ignorando as tentativas dos seus companheiros para o acalmar. O próprio jogador justificou mais tarde as ações como uma resposta aos insultos dirigidos à sua família.

«Sabem, quando se tem 60 mil pessoas a insultar a vossa família, a vossa mãe, os vossos filhos... mesmo antes do jogo, e não há ninguém da equipa de arbitragem ou ninguém que mande o estádio calar-se...», lamentou. «Sei que em França, se este tipo de coisas acontece, há um momento em que falam com os adeptos e lhes dizem para parar, senão o jogo pode ser interrompido», explicou.

Guendouzi garante que os insultos persistiram ao longo de todo o encontro. «Durante 90 minutos, e até mais, com o aquecimento, insultaram a minha família. É algo que nos afeta», continuou. Para o médio, os seus gestos após o apito final devem ser entendidos neste contexto.

«Estou muito feliz por ter ganho. Para mim, o respeito, se queres provocar, a provocação funciona nos dois sentidos. Eles insultaram a minha família e, para mim, isso foi desrespeitoso. Se depois nem sequer podemos celebrar como queremos, acho uma pena», declarou Guendouzi.

Corentin Tolisso, jogador do Lyon, criticou a atitude do compatriota. «É preciso manter a humildade na vitória, ir festejar com a equipa no balneário. Parabéns a eles, mas não há necessidade de fazer aquilo», afirmou.

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