Adeus de Thiago Silva obriga FC Porto a ir ao mercado? Decisão está tomada
Thiago Silva despediu-se quinta-feira do FC Porto, encerrando uma ligação curta, mas marcante, na segunda passagem pelo Dragão. Contratado a meio da época para acrescentar experiência, liderança e qualidade à equipa, o central brasileiro somou 14 jogos oficiais e 1082 minutos de azul e branco, deixando a marca de um jogador que, aos 41 anos, continuou a ser importante dentro e fora do relvado.
Francesco Farioli nunca escondeu o peso que o internacional brasileiro teve no grupo. O treinador italiano valorizou publicamente a consistência, a liderança e o exemplo diário de Thiago Silva, que chegou ao FC Porto também com o objetivo pessoal de se manter competitivo no futebol europeu e tentar convencer Carlo Ancelotti a levá-lo ao Mundial. A chamada, porém, não chegou. O defesa ficou fora da lista final do Brasil para o Campeonato do Mundo e esse desfecho acabou por acelerar a despedida.
Como A BOLA antecipara, se não fosse chamado por Ancelotti, Thiago Silva dificilmente continuaria no FC Porto. O contrato previa a possibilidade de renovação por mais uma temporada, mas a última palavra pertencia sempre ao jogador, que, sem Mundial no horizonte, optou por sair e abdicar da continuidade que estava prevista no vínculo.
A saída do brasileiro levanta agora uma questão natural: irão os azuis e brancos ao mercado contratar mais um defesa-central? Segundo A BOLA apurou, a resposta, neste momento, é negativa. SAD e treinador estão alinhados na ideia de não avançar para a contratação de um central e de confiar no quarteto formado por Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Nehuén Pérez e Dominik Prpic. Só uma eventual lesão grave de um destes jogadores poderá levar o FC Porto a reavaliar a posição e a procurar uma solução para o eixo defensivo.
A recuperação de Nehuén Pérez tem peso importante nesta decisão. O argentino regressou à competição na última jornada, frente ao Santa Clara, entrando para os últimos nove minutos depois de um longo período de ausência provocado por uma rotura total do tendão de Aquiles da perna direita. O regresso, ainda que curto em termos de utilização, foi entendido no Dragão como um sinal positivo para a próxima época e reforçou a confiança interna na profundidade existente para o centro da defesa.
Bednarek terminou a temporada como uma das grandes referências do setor. Titularíssimo para Farioli, o internacional polaco impôs-se pela regularidade, pela agressividade defensiva e também pela capacidade de aparecer em momentos decisivos, incluindo no golo que confirmou matematicamente a conquista do título diante do Alverca. Ao seu lado, Kiwior foi outro elemento de utilização constante, justificando a aposta dos dragões na sua continuidade em definitivo e dando ao treinador uma solução canhota, fiável e com margem de crescimento.
Já Prpic teve menos minutos, mas continua a ser visto como uma alternativa válida dentro do plantel. O croata deu boa conta do recado sempre que foi chamado e mantém crédito junto da equipa técnica, que vê nele uma opção para completar o lote de centrais. Com Bednarek, Kiwior, Nehuén e Prpic, o FC Porto entende que tem soluções suficientes para atacar a próxima temporada sem recorrer, para já, ao mercado.
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