Mundial
Mundial
Adeptos mexicanos repetem cânticos homofóbicos na vitória diante da Chéquia
Os adeptos da seleção do México voltaram a protagonizar um episódio lamentável, desta vez durante a vitória por 3-0 sobre a Chéquia, na passada quarta-feira. No jogo a contar para a última jornada do Grupo A do Mundial, disputado no estádio Azteca, foram novamente ouvidos cânticos homofóbicos vindos das bancadas.
Segundo a imprensa internacional, o alvo foi o guarda-redes checo, Matej Kovar. Sempre que este se preparava para executar um pontapé de baliza, os adeptos mexicanos proferiam o conhecido grito de «puto», um comportamento que se intensificou durante a segunda parte do encontro. Até ao momento, a FIFA ainda não emitiu qualquer comunicado sobre o incidente.
Este tipo de comportamento por parte dos adeptos mexicanos é recorrente e já resultou em diversas sanções no passado. Recorde-se que no Mundial de 2018, a seleção foi multada em cerca de dez mil euros por um episódio semelhante no jogo contra a Alemanha. A sanção foi consideravelmente mais pesada no Mundial do Catar, ascendendo a 110 mil euros.
Um dos casos mais recentes ocorreu em 2024, num jogo amigável contra o Brasil, realizado nos Estados Unidos. Na altura, o guarda-redes Alisson foi o alvo dos cânticos, o que levou à interrupção da partida aos 13 minutos da segunda parte, tendo sido exibida uma mensagem no ecrã do estádio a apelar ao fim das ofensas.
Perante a persistência do problema, a Federação Mexicana de Futebol lançou em maio uma campanha de sensibilização com o lema «A ola, sim, o grito, não». A iniciativa procura erradicar os cânticos discriminatórios, incentivando os adeptos a manterem a tradicional «ola», que se popularizou no Mundial de 1986, mas a abandonarem os insultos.
Artigos Relacionados: