Acidente do Elevador da Glória: PJ realiza buscas na Carris
A Polícia Judiciária (PJ) leva a cabo, esta sexta-feira, uma operação de buscas nas instalações da Carris, em Santo Amaro, nas residências de responsáveis da empresa e na sede da empresa MAIN, responsável pela manutenção do Elevador da Glória, em Lisboa. A ação surge nove meses após o trágico acidente que resultou em 16 mortos e 22 feridos.
Segundo avança a CNN Portugal, na origem das buscas estão suspeitas dos crimes de homicídio por negligência e de violação das regras de segurança. A operação, que contou com 20 inspetores da PJ e um Procurador do Ministério Público, visou a recolha de documentação, não tendo sido emitidos mandados de detenção.
Em comunicado, a Carris confirmou as buscas na sede e assegurou que «está a colaborar com as autoridades, como sempre faz».
O acidente ocorreu a 3 de setembro de 2025, quando o elevador que liga a Praça dos Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, descarrilou. As investigações subsequentes revelaram falhas graves, nomeadamente que o cabo de união entre as duas cabinas, que acabou por ceder, não cumpria as especificações técnicas nem possuía certificação para o transporte de pessoas.
As 16 vítimas mortais - entre elas o guarda-freios -, oito homens e oito mulheres com idades entre os 36 e os 82 anos, eram de diversas nacionalidades: cinco portuguesas, três britânicas, duas sul-coreanas, duas canadianas, uma suíça, uma francesa, uma ucraniana e uma norte-americana.
O acidente levou à suspensão imediata de todos os ascensores históricos de Lisboa.