Acabou-se a 'maldição': Aaron Ramsey anuncia fim de carreira
Aaron Ramsey, capitão da seleção do País de Gales e antigo médio do Arsenal, anunciou o fim da sua carreira no futebol profissional com efeito imediato. Aos 35 anos, o jogador encontrava-se sem clube desde que deixou os mexicanos do Pumas no ano passado.
Ramsey retira-se com um registo de 21 golos em 86 internacionalizações, tendo representado o seu país em três grandes torneios, devendo transitar para uma carreira como treinador. A estreia pela seleção principal do País de Gales ocorreu em 2008, quando tinha apenas 17 anos.
O médio foi uma peça fundamental na histórica campanha do País de Gales até às meias-finais do Euro 2016 - onde foi eliminado por Portugal no caminho até à final - , o que lhe valeu um lugar na equipa do torneio da UEFA. Posteriormente, participou ainda no Euro 2020 e no Mundial 2022, a primeira presença galesa na fase final da competição em 64 anos.
Começou carreira no Cardiff City, antes de se transferir para o Arsenal em 2008. Ao serviço dos gunners, onde permaneceu durante 11 anos, conquistou três Taças de Inglaterra, tendo marcado o golo da vitória em duas dessas finais.
Após a sua passagem por Londres, Ramsey representou a Juventus e o Nice, antes de um breve regresso ao seu clube de formação, o Cardiff, onde chegou a assumir interinamente o cargo de treinador no final da época passada. A sua mudança para o Pumas teve como objetivo manter a forma física para uma eventual qualificação do País de Gales para o Mundial deste verão, o que não se concretizou. O rapto da sua cadela, muito badalado então, fez com que tivesse antecipado o regresso do México.
Ramsey fica associado a uma maldição, uma coincidência popular que a certa altura associou os golos que marcava à morte de figuras públicas conhecidas: em 2011 ganhou fama pela coincidência com mortes como as de Bin Laden, Steve Jobs, Whitney Houston, Paul Walker ou Robin Williams. Até três dias depois de marcar, alguma celebridade morria.
Ao anunciar a sua decisão nas redes sociais, Ramsey agradeceu aos adeptos do País de Gales e dos clubes que representou.
«Esta não foi uma decisão fácil de tomar. Após muita ponderação, decidi retirar-me do futebol», escreveu. «Em primeiro lugar, quero começar pelo País de Gales. Foi um privilégio vestir a camisola galesa e viver tantos momentos incríveis com ela. Não teria sido possível sem o incrível contributo de todos os treinadores com quem joguei e de toda a equipa que me ajudou de muitas formas».
«Em segundo lugar, obrigado a todos os clubes onde tive a sorte de jogar. Obrigado a todos os treinadores e equipas técnicas que me ajudaram a viver o meu sonho e a jogar ao mais alto nível. E um enorme obrigado à minha mulher, aos meus filhos e a toda a minha família. Sem vocês ao meu lado, nada disto teria sido possível», concluiu.