Abel reage à saída de Filipe Luís: «Queremos transformar o futebol em ciência»
Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, onde está desde outubro de 2020, comentou a saída de Filipe Luís do Flamengo, fazendo uma reflexão. Leonardo Jardim está na calha para ser o novo timoneiro do timão.
«O Brasil não é para amadores (risos). Há coisas que são culturais e ainda bem que não somos todos iguais, não temos de pensar todos o mesmo. Falo dos dirigentes, já me ouviram tanto em cinco anos, não posso resumir o que pode ser feito, melhorar, inovar. Há uma coisa cultural, não vamos mudar. Eu ganhei duas Libertadores, não sou o melhor do mundo, nem sou o pior por não ganhar. Não é assim que funciona. Na luz de um dirigente, capaz de decidir se um treinador é ou não é por ganhar ou perder. Queremos transformar o futebol em ciência, por gastar mais, vou ganhar mais», referiu, em conferência de imprensa de antevisão à final do Paulista com o Novorizontino.
Acerca da final, o treinador português referiu que «a magia do futebol é a incerteza».
«Ninguém sabe o que vai acontecer. Eu sei o que quero. Temos a capacidade de viver de forma constante numa incerteza constante. O resto é cultura. Não quero mudar, não vou mudar. Só digo que não sou melhor ou pior quando ganho ou perco. Fico mais triste quando perco, mais feliz quando ganho. Futebol no Brasil está no sangue, é uma religião», atirou.
Abel Ferreira abordou duas questões importantes que ditaram o ritmo da final para o Palmeiras: a ausência de títulos na última temporada e as críticas sofridas pelo investimento.
«Esta é a 16.ª final, não é? Ganhei, perdi, é o que posso dizer. Nunca fiz um golo em finais, ajudei-os a estarem preparados. Quem representa o Palmeiras sabe que tem de lutar por títulos. Quando assinei com o Palmeiras, com o Galiotte ou com a presidente, perguntei as exigências, de um título por ano. Já ganhei alguns, perdi outros. Estou num clube que me conhece, os adeptos conhecem-me. Faz parte da natureza do Palmeiras, da minha natureza», disse.