Falhas disciplinares: a análise de Pedro Henriques ao Sporting-Nacional
4’ Sem penálti. Após cruzamento por Luis Suárez, Zé Vítor, com os braços junto ao corpo e com as mãos dadas bem atrás das costas, acaba por intercetar a bola com o ombro esquerdo, zona jogável, e não punível. Boa decisão. Não houve infração para castigo máximo.
5’ Agarrou. Maxi Araújo foi corretamente advertido, com cartão amarelo, ao entrar por trás e sem qualquer hipótese de jogar a bola, com a mão esquerda agarrar e puxar a camisola de Stavros Gavriel, cortando desta forma uma saída em contra-ataque. Comportamento antidesportivo e falta tática.
31’ Penálti. Decisão correta, castigo máximo claro e óbvio, por entrada em tacle com rasteira, de Leo Santos sobre Maxi Araújo. O árbitro não mostrou amarelo, ao abrigo da lei da dupla penalização, por considerar que o defesa tentou de jogar a bola, mas foi mesmo uma entrada negligente e assim seria também amarelo.
49’ Legal. No segundo golo dos leões, marcado por Flávio Gonçalves, na construção da jogada, quando Zeno Debast passa a bola para Luís Suárez este está a ser colocado em jogo por William Kokolo. Lance e golo legal e sem infração à lei do fora de jogo.
53’ Fora da área. Geny Catamo acaba por cair já no interior da área. Houve falta, uma vez que Zé Vitor, com a perna direita toca e derruba a perna esquerda de Catamo, mas foi cometida fora da área, Não era penálti, como foi pedido, seria livre direto e amarelo por corte de ataque prometedor. VAR não pode intervir.
59’ Pisão. Geny Catamo Estica a perna esquerda e com o pé, de sola e com os pitons, pisa o pé/tornozelo esquerdo de Matheus Dias. Uma entrada negligente que era passível de cartão amarelo, que não foi mostrado pelo árbitro.
Árbitro deixou jogar e prova-o ter assinalado apenas 17 faltas. Uma vez mais um jogo com tempo útil elevado (67%)
Tempos adicionais no fim de ambas as partes escassos paraas incidências.Três cartões amarelos que ficaram por mostrar
Análise de outros lances
4’ A lei 12 (faltas e incorreções) na página 110, no que diz respeito ao «[...] tocara bola com a mão [...]», refere a zona do braço onde começa a infração e a zona onde não é, descrevendo o seguinte: «com a finalidade de determinar com clareza as infrações demão na bola, o limite superior do braço coincide com o ponto inferior da axila. Ou seja,é o fim da axila projetada para o braço, que determina a fronteira entre o não punível,que eles (IFAB) designam como a zona verde, com a zona punível designada de zonavermelha». Assim, no caso concreto, em que o defesa do Nacional, Zé Vítor, interseta a bola, após um cruzamento de Luís Suarez, fá-lo com a zona superior até fim da axila, quepodemos designar com o ombro. Além disso, o facto de o jogador da equipa insular ter asmãos dadas atrás das costas e os braços bem junto ao corpo e sem volumetria, tambémmostra o cuidado que teve para não ser penalizado por eventual braço na bola, que sendo dentro da área seria penálti. Tudo certo nesta decisão do árbitro, que deixou seguir enada assinalou.
20’ O cartão amarelo que foi bem mostrado a Sergi Altimira tem a ver com o local ondefoi cometida a infração, zona frontal e perto da área. Na ocasião, um empurrão por trás naomoplata esquerda de Stavros Gavriel, cortando assim, desta forma, um ataqueprometedor.
45’ No final da primeira parte foi dado um minuto de tempo extra, para recuperação do tempo perdido. Escasso, porque na metade inicial do jogo foram mostrados dois cartões amarelos, houve um golo (e respetiva comemoração) e um penálti (com o tempo de confirmação pelo VAR do mesmo), tempo gasto que merecia ser compensado com mais tempo adicional.
48’ Cartão amarelo mostrado a Markus Jensen por uma rasteira negligente sobre GenyCatamo. O jogador do Nacional pontapeou, com o pé esquerdo o pé direito, o avançadomoçambicano dos leões.
90’ Foram dados dois minutos de tempo extra no final do jogo, para recuperação do tempo perdido. À semelhança da primeira parte, também foi escassa a compensação em virtude das incidências no segundo tempo: um golo, um amarelo e seis paragens para substituições em que entraram nove jogadores. Fica a ideia de ser um facto, em todos os jogos, os árbitros estarem a dar muito menos tempo de compensação, Era importante que fosse tornado público para os adeptos e comunicação social o porquê e quais as instruções que foram dadas nesse sentido.