Pau Víctor, que tinha marcado na primeira mão, foi, esta noite, em Viena, mais associativo, em virtude das incidências do jogo
Pau Víctor, que tinha marcado na primeira mão, foi, esta noite, em Viena, mais associativo, em virtude das incidências do jogo

A almofada era confortável e deu para utilizar na viagem (crónica)

Vitória (2-0) da primeira mão foi o garante para que os guerreiros controlassem as operações e selassem o desejado apuramento. Vicens leu bem, equipa reequilibrou-se e até podia ter ganho, certo, Travassos?

É certo que o 2-0 da primeira mão dava um conforto interessante ao SC Braga, era expectável que o Áustria Viena tentasse assumir, ontem, mais riscos do que aqueles que tinha ousado na Pedreira, na semana anterior, mas havia um dado que, a acontecer, provavelmente acabaria com a eliminatória: um golo dos arsenalistas em Viena.

Pese embora a reação que os austríacos colocaram em prática (ainda que nem sempre com boa definição no último terço), a verdade é que os guerreiros do Minho estiveram quase sempre mais na expectativa do que propriamente outra coisa. Foram mais reativos do que especialmente ativos. Correu bem, mas não convém... abusar.

Com a estrutura habitual — o 3x4x3 em posse que se transformava em 3x5x2 no momento defensivo, com Diego Rodrigues (ontem titular) a baixar para a intermediária e a fazer de terceiro médio, juntando-se a Demir Tiknaz e a João Moutinho —, o conjunto bracarense até dispôs da primeira grande situação de golo, mas Fran Navarro falhou por muito pouco o desvio vitorioso, na sequência de um belo cruzamento de Pau Víctor (16'). O camisola 9 voltou a ser chamado à ação pouco depois, após o livre batido por Diego Rodrigues, mas o cabeceamento, de costas para a baliza (!), saiu por cima da barra.

A resposta dos visitados não demorou e Bernardo Fontes foi obrigado a aplicar-se à passagem do minuto 20: Johannes Eggestein testou a meia distância, mas o brasileiro negou-lhe os intentos. Mas para se ter uma noção da perigosidade do lance, Bernardo Fontes não conseguiu segurar o esférico, cujo ressalto ainda potenciou uma investida de Julian Hettwer, porém, sem males maiores (20'). Kelvin Boateng, no lance seguinte, também quis ser feliz, mas o tiro saiu ao lado. Gabriel Silva quis dar um safanão no equilíbrio, mas o remate em arco do camisola 11 foi travado por Radlinger (40'). Manfred Fischer respondeu, de longe, por cima (43').

O início da etapa complementar ofereceu ameaças do conjunto de Stephan Helm, mas Johannes Eggestein, em boa posição, desperdiçou uma ocasião soberana (52').

Depois de algumas falhas de marcação (juntamente com algum desgaste físico), Carlos Vicens mexeu bem na equipa, com Mario Dorgeles e Diogo Travassos a entrarem bem na contenda. O primeiro tentou, de livre direto (63'), o segundo ficou mesmo muito perto do golo, após correria louca pela esquerda e remate colocado que fez brilhar Radlinger (69'), sendo que o dono das redes do clube de Viena voltou a dizer presente quando Lagerbielke tentou de cabeça (78').

O mais importante foi conseguido: o SC Braga selou o apuramento para a fase de liga da Conference.

O melhor em campo: João Moutinho (SC Braga)

Encheu o campo na Pedreira, no encontro da primeira mão, voltou a ser o patrão da equipa na Generali Arena, em Viena. Porque com e sem bola há sempre muito João Moutinho no jogo dos bracarenses. À voz de comando que nenhum colega dispensa quando a equipa precisa de pressionar, junta o cérebro não menos imprescindível nas alturas em que se pede equilíbrio e qualidade na construção.

A figura: Samuel Radlinger (Áustria Viena)

O guarda-redes não teve, de todo, o mesmo fluxo de trabalho que havia tido na semana anterior, no Municipal de Braga, mas voltou a dizer presente quando a sua equipa precisou. O destaque maior ficou registado aos 69 minutos, quando foi corajoso a enfrentar Diogo Travassos, realizando uma excelente intervenção que deitou por terra as aspirações do camisola 7 dos bracarenses.

As notas dos jogadores do Áustria Viena:

Samuel Radlinger (7), Johannes Handl (6), Aleksandar Dragovic (5), Lee Kang-hee (6), Reinhold Ranftl (5), Manfred Fischer (6), Florian Wustinger (5), Lee Tae-seok (5), Johannes Eggestein (5), Kelvin Boateng (5), Julian Hettwer (5), Sanel Saljic (5), Daniel Nnodim (5), Vasilije Markovic (5), Mortiz Wels (5) e Hasan Deshishku (—).

As notas dos jogadores do SC Braga:

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