1.º de Agosto vence Interclube com cambalhota
O 1º de Agosto voltou a vencer no Girabola, desta vez com direito a reviravolta. Depois de chegar ao intervalo a perder por 0-1, na sequência de uma grande penalidade convertida por Além, aos 45', a equipa do Rio Seco deu a volta ao marcador e fechou o jogo com uma vitória por 2-1. O golpe de teatro começou a ser desenhado 78' com o golo de Dago e culminou com Calebi, aos 89' a faturar o tento da consagração.
Em conferência de imprensa, o treinador rubro-negro explicou que a chave esteve nos ajustes feitos ao intervalo. Optou por sacrificar um defesa em nome de mais um homem de ataque, chegando mesmo a arriscar com quatro avançados em campo nos momentos de maior pressão sobre o Interclube. «Tirámos um defesa para lançar mais um homem com características ofensivas e tentámos resolver o problema. Graças a Deus conseguimos empatar e, no fim, arriscámos também para conquistar a vitória, mantendo um bloco forte no meio-campo», contou Filipe Nzanza.
Segundo o técnico dos militares, a equipa criou oportunidades desde a primeira parte, mas faltava-lhe pontaria. Essa eficácia acabou por chegar na segunda metade, com o golo decisivo a sair das botas de Calebi Yanda — mais uma prova, na leitura do treinador, de que o ataque não depende só de Dago. «O Dago vem fazendo um trabalho excelente, é o abono de família, mas nós jogamos como equipa. Se não for o Dago a marcar, temos o Axel, temos agora o Calebi a fazer o golo. O mais importante é o coletivo continuar a criar e a concretizar», frisou.
O treinador elogiou ainda a resistência física do grupo, que soube segurar a intensidade mesmo já com sinais de cansaço na etapa final. Com este triunfo, o 1º de Agosto mantém-se a 100% no campeonato, soma 9 pontos e lidera a tabela classificativa.
Do outro lado, o resultado deixou marcas. Roque Sapiri, treinador do Interclube, admitiu «dificuldade em digerir mais uma derrota» e não escondeu a frustração perante os jornalistas, dizendo estar a tentar manter a calma para não «explodir». «Há situações que não consigo perceber; são duras, duras para mim», lançou Sapiri