Minhotos não entram na festa: a crónica do Farense-V. Guimarães

Minhotos não entram na festa: a crónica do Farense-V. Guimarães

NACIONAL02.12.202320:58

Entrada forte mostrou que o Vitória queria controlar desde o início; Algarvios levaram tempo a reagir; Expulsão de Fabrício Isidoro foi duro golpe

Diretos ao assunto. Foi com o objetivo de resolver cedo, que o Vitória entrou em campo no centenário São Luís, que na véspera comemorara os 100 anos. Ainda os jogadores procuravam o melhor posicionamento e leitura de jogo, os minhotos inauguraram o marcador, por Tomás Ribeiro, que finalizou com a parte superior das costas, um canto da esquerda, desviado antes pela cabeça de Jorge Fernandes. Um golo que colocou gelo no clima de festa que o Farense vive e que abalou a equipa, que demorou a reagir. Com o controlo das operações, os vimaranenses mostraram várias soluções para atacar a baliza de Ricardo Velho, utilizando preferencialmente os corredores. No entanto, esse controlo não significou a criação de jogadas de perigo, pelo que até ao intervalo, apenas por uma vez o marcador poderia ter sido elevado, com Jota Silva, por duas vezes, a falhar: na primeira acertou nos ferros e na segunda viu Velho negar-lhe com grande brilho. 

Bruno Varela só apanhou um susto até ao intervalo, quando evitou o remate do isolado Bruno Duarte – com recarga salva por Borevkovic em cima da linha – quando os algarvios se foram libertando até equilibrarem as operações, chegando mesmo ao empate na 2.ª metade, numa grande penalidade concretizada por Bruno Duarte. No entanto, a reação do Farense esvaneceu-se com a expulsão de Fabrício Isidoro – muito contestada – que num espaço de dois minutos viu dois cartões amarelos, quando ainda falta quase meia-hora por se jogar. Esse duro golpe galvanizou os visitantes, que tomaram de assalto o meio-campo algarvio. André Silva falhou boa ocasião de cabeça, mas Jota Silva não perdoou a três minutos dos 90, finalizando com um tiro potente, uma envolvente jogada, que teve nos pés de Händel a assistência, deixando o extremo solto para o remate fatal.