Villas-Boas reage ao processo instaurado a Varandas
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, saudou esta terça-feira o facto de o Conselho de Disciplina da FPF ter aberto um processo disciplinar a Frederico Varandas, líder do Sporting.
«O FC Porto aguardou um tempo para ver a reação das instâncias disciplinares relativamente às declarações, que são ofensivas para o bom nome do FC Porto, da credibilidade do futebol português, e que também atentam contra a arbitragem ao longo de décadas, as declarações do presidente do Sporting», começou por dizer, à margem da celebração dos 120 anos da Livraria Lello.
«Fizemos um compasso de espera, aguardando o movimento natural das instâncias disciplinares, e constatámos que nada se passou. Portanto, foi do nosso entendimento escrever à APAF, à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga para condenar as declarações, tanto que elas atentam contra o bom nome do presidente da FPF, árbitro nessa altura. E é grave também nesse contexto. Isto deveria ter sido suficiente para a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol se ter movimentado, mas decidiu não se movimentar. Já é a segunda vez. Para nós foi surpreendente que não fosse instaurado um processo relativamente a essas declarações que atentam contra o futebol português, árbitros durante décadas e contra o presidente mais titulado do futebol mundial, Jorge Nuno Pinto da Costa. Portanto, a partir desse princípio, entendemos fazer uma participação. E foi do nosso agrado ver que o Conselho de Disciplina se moveu», sublinhou.
Em causa, declarações do presidente do Sporting em dezembro, depois do encontro entre os leões e o Vitória de Guimarães. «Sou obrigado a vir defender sobretudo o bom nome do Sporting. Quem não se sente não é filho de boa gente. Vou ter de dizer isto: temos de recuar um bocadinho e volto sempre a esta história. Durante décadas, a arbitragem não era independente, tinha um dono. FC Porto, Benfica. Foram décadas. Com nomes. Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira. Eu tenho 46 anos, vocês são da minha geração, crescemos assim. Crescemos onde o erro normal, seja do treinador, do jogador, do presidente ou do árbitro, teve uma forma completamente desproporcionada», disse.