Eriksson teve AVC e recebeu diagnóstico de cancro: «Depois de uma notícia como esta, aprecias cada dia»
Eriksson em 2023 (Imago)

Eriksson teve AVC e recebeu diagnóstico de cancro: «Depois de uma notícia como esta, aprecias cada dia»

INTERNACIONAL11.01.202411:00

Treinador sueco falou à BBC como tem sido viver com a doença: «Não podem operar, infelizmente»

Sven-Goran Eriksson confirmou que recebeu o diagnóstico de cancro há cerca de um ano, em fevereiro de 2023, altura que se afastou do cargo de diretor desportivo no IF Karlstad, na Suécia. 

Eriksson, que teve uma carreira de 42 anos como treinador, falou dos problemas de saúde rádio pública da Suécia e deu mais pormenores à BBC.  

«Vivo uma vida totalmente normal. Não estou internado no hospital, vou de vez em quando fazer uma consulta, mas moro em casa e tenho amigos aqui. No Natal e Ano Novo, a família toda esteve aqui – era muita gente. Vou tentar exercitar-me o máximo possível, o que será menos do que conseguia há um ano, e levar uma vida normal. Quando recebes uma notícia como esta, aprecias cada dia e ficas feliz quando acordas de manhã e te sentes bem, é isso que estou a fazer», explicou à rádio inglesa.

Eriksson contou depois a história dramática de como descobriu estar doente. «Pensei que estava totalmente saudável, mas de repente tive um pequeno AVC, caí e meus filhos levaram-me ao hospital. Depois de um dia de exames, disseram-me que tinha tido cinco pequenos derrames, mas que ia recuperar; o pior é que disseram que tinha um cancro que não se podia operar. Disseram que me iam dar tratamento e medicamentos para tentar viver o máximo possível. Tenho o diagnóstico e não podem operar, infelizmente», completou.

Eriksson começou a carreira de treinador no Degerfors, da Suécia, em 1977, e foi depois para o Gotemburgo, onde conquistou o título sueco, duas Taças da Suécia e a Taça UEFA de 1981.

Seguiu depois para o Benfica, por duas vezes, e continuou na Europa passando por Roma, Fiorentina, Sampdoria e Lazio - onde conquistou sete troféus, incluindo o título da Série A, duas Taças da Itália e a Taça dos Vencedores das Taças da UEFA. Em 2001 assumiu a seleção de Inglaterra, tornando-se no primeiro não inglês a fazê-lo. Levou Inglaterra aos quartos de final do Mundial por duas vezes, em 2002 e 2006.