Artur Jorge: «O jogo no Dragão não foi bem conseguido»
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Artur Jorge: «O jogo no Dragão não foi bem conseguido»

NACIONAL17.01.202418:47

Treinador do SC Braga fez a antevisão à partida desta quinta-feira (18.45 horas) da 18.ª jornada da Liga, em que os bracarenses visitam o reduto do Famalicão, no início da 2.ª volta do campeonato.

Defronta o Famalicão, sendo que o SC Braga pretende voltar às vitórias e o adversário quer dar continuidade ao bom resultado da última jornada. Que jogo espera?

«Naturalmente, espero um jogo difícil para nós. Vamos ter pela frente uma boa equipa com boas individualidades que acaba de quebrar um ciclo menos positivo, perdeu três, empatou outras três e venceu agora fora no Casa Pia. Antevejo dificuldades, mas estamos preparados para esse embate. Temos de regressar às vitórias e é com essa intenção que vamos para este jogo.»

O Famalicão causou dificuldades na 1.ª jornada, vindo vencer a Braga e é uma equipa com poucos golos sofridos. Como espera combater isto?

«É um Famalicão que é diferente do que tivemos cá na primeira jornada, com um resultado que não era o que queríamos, pois começamos a perder no campeonato. Tem bons jogadores, como o Théo, o Cádiz, Chiquinho, ainda o Topic e o Zaydou e está a fazer um bom campeonato. Também é sólida atrás, com umas nuances interessantes. Sólida a defender, mas também com capacidade para chegar à frente. É a isso que estamos atentos e preparados para conseguirmos o resultado que queremos.»

Al Musrati está disponível?

«Sobre os jogadores esperamos por quinta-feira.»

No aspeto defensivo, mais propriamente nos jogadores do eixo da defesa, sendo o míster um ex-central. Acha que o quarteto que tem no plantel não corresponde às expectativas?

«Olho sempre para o desempenho coletivo, nem para as posições, nem para os jogadores individualmente. Uma primeira volta em que sofremos mais golos do que pretendíamos. Temos de melhorar esse aspeto, para irmos ao encontro de fazer melhor em todos os jogos.»

É essencial travar este ciclo negativo? Falou da falta de energia no último jogo. É necessário uma resposta a nível anímico agora contra o Famalicão?

«Cada jogo é um jogo. Temos de olhar para o que fizemos quatro dias antes do Dragão, pois fizemos um jogo belíssimo e carregado de energia. Não estivemos bem neste último jogo, não fizemos o que queríamos e por vezes é mais fácil olhar para as estatísticas. Não foi um jogo conseguido, mas dominamos todos os parâmetros importantes nas estatísticas mais relevantes. Não concedemos uma oportunidade em jogo jogado. Sofremos em bolas paradas. Também tivemos poucas oportunidades, é verdade, mas já está para trás e temos de olhar para o presente, não fugindo ao momento de alguém que pensa como nós, ou seja, três jogos sem ganhar é demasiado. Olhar para o próximo jogo como uma oportunidade para voltar a ganhar. Também é necessário olhar para o contexto destes 15 dias, em que defrontámos Benfica, FC Porto e Sporting fora, ainda V. Guimarães em casa e o Famalicão também fora. Extremamente difícil, o contexto ajuda a explicar o momento, por vezes.»

Sente que este é o seu maior desafio desde que está à frente da equipa? Estando a dez pontos da liderança, chegar lá é já uma utopia? Sentiu que a equipa estava debilitada frente ao FC Porto?

«O jogo em si, assumidamente, não foi bem conseguido da nossa parte. Mas, nos últimos 20 anos, o FC Porto ganhou 15 vezes ao SC Braga, para o campeonato, em sua casa. Não fizemos nada de extraordinário ou que tenha ficado fora dos registos anteriores. Não justifica o que quer que seja, pois fomos com determinação e ambição de vencer. Tentar fazer mais e melhor como digo sempre e tentarmos e estarmos na luta de sermos mais competitivos em todos esses jogos. A distância não é a que queríamos, é mais larga do que pretendemos, mas temos mais uma volta do campeonato pela frente. Queremos fazer mais. Mesmo sabendo que o ano passado foi uma exceção, com um registo maior do que estamos habituados. Temos de fazer uma 2.ª volta melhor para encurtar essa distância. O nosso trabalho passa por contribuir para ter o SC Braga na luta pelos primeiros lugares, estando mais próximos. Agora, estamos mais longe do que queríamos, deixamos os adversários fugirem. Temos de fazer mais. Desafio são todos os dias desde o dia em que comecei, contribuir para ajudar e fazer com que o SC Braga ganhe, não temos ganho. Mas, não convém esquecer que esta equipa garantiu o apuramento para a Liga dos Campeões e tem feito boas exibições.»

Nos últimos jogos, também o ataque não tem estado ao nível anterior. Apenas fez golos de fora da área ou de longe, nestes três encontros. Sente que está a ferir pouco os adversários?

«Podemos relativizar o que quer que seja, mas para bem da justiça é importante percebermos o porquê. Se olharmos para a nossa base de jogadores mais ofensivos, entre os que mais jogaram, apenas o Ricardo Horta tem estado disponível. Não me agarro a desculpas, temos de refletir sobre tudo o que temos de analisar. Há este contexto que faz com que possamos ser menos eficazes. Temos de fazer com que quem está a jogar possa contribuir para o registo ofensivo que temos tido, como o Rony, o Roger e o Abel que têm de contribuir mais. Não pode o momento ofensivo ser um problema para nós nesta altura. Não podemos olhar apenas o registo destes últimos jogos, pois esta equipa é, nesta altura, o melhor ataque da Liga

O Vitória alcançou o SC Braga na classificação. Ganhar ao Famalicão é essencial para se distanciar do rival eterno?

«Não me reduzo ao facto de ficar à frente do adversário A ou B. Temos é de ficar o mais à frente possível. O Vitória está a fazer um bom campeonato e fez uma boa primeira volta, mas não temos o objetivo de ficar à frente deles. Queremos é a melhor classificação possível, não ficar à frente de A ou de B.»

Relativamente ao mercado, não está a ponderar reforçar o centro da defesa?

«Não mudou nada, em relação ao que temos referido. Digo isto para todas as posições da equipa. O que tenho conversado com o presidente é nesse sentido. Temos falado de olharmos para as oportunidades durante este período. Claro que há posições que nos fazem olhar para essas oportunidades de outra forma. Mas, neste momento não estamos a procurar ninguém especificamente para essas posições.»