«O ponto mais sensível vai ser a jornada 29, no Marítimo-Benfica»

Arbitragem 21-05-2020 11:11
Por Jorge Pessoa e Silva

As viagens dos árbitros nos voos charter que levarão os adversários do Marítimo ao Funchal dão que falar por antecipação e são «erro grave» para Pedro Henriques.

 

O antigo árbitro internacional, na Bola da Noite de ontem, n’A BOLA TV, assumiu postura crítica para com a solução do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF e defendeu que a única forma de evitar o problema era não se jogar na Madeira.

 

«Percebo que o Marítimo tenha feito a defesa dos seus interesses, mas acho que é decisão completamente errada. Não só pelos aspetos financeiros, como pela segurança de todos os envolvidos nas viagens», disse, apontando o dedo às cúpulas do futebol.

 

«Percebo a cultura dos clubes apenas pensarem nos seus umbigos, já não entendo a falta de firmeza de quem tem o poder de decidir. Falta muita coragem a quem tem de decidir, muitas vezes mais preocupado em ficar bem com todos e bem na fotografia», acusou, reforçando a crítica: «É erro grave colocar-se os árbitros a viajar no mesmo voo das equipas que se deslocarem à Madeira. Não está em causa a seriedade, nem dos clubes, nem dos árbitros, mas evitar focos de conflito, constrangimentos, problemas que possam existir. Percebo que não é viável colocar a equipa de arbitragem num voo diferente, mas este é mais um problema para o CA e para os árbitros e a única maneira de o evitar é não haver jogos nos Barreiros.»

 

A jornada 29…

 

Pedro Henriques está ciente do busílis desta questão e foi direto a ele. «O ponto mais sensível vai ser a jornada 29, no Marítimo-Benfica. Não tenho dúvidas que a viagem de regresso será problemática caso haja algum erro de arbitragem, tal como não tenho dúvidas que o FC Porto, num cenário de luta acesa pelo título, use a comunicação para lançar suspeitas antes do jogo e criticar ainda de forma mais acesa o árbitro e o Benfica se acontecer algum erro», antecipou, ciente, por experiência própria, que os árbitros não ficam confortáveis com isso.

 

«Para a equipa de arbitragem é muito desconfortável… Tive de viajar para as ilhas e numa ou outra vez tive de seguir viagem no mesmo avião da equipa continental. Numa, recordo bem, o jogo não correu bem e a viagem de regresso foi extremamente desconfortável», recordou, deixando alerta: «Imaginem que um jogador ou treinador ou dirigente manda um bitaite ao árbitro dentro do avião. O árbitro está obrigado a relatar o incidente e pode haver consequências disciplinares.»

 

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