«Vou dar tudo para o Sporting vencer», diz João Matos
João Matos, capitão do Sporting, 39 anos, sabe que os batimentos cardíacos vão aumentar à medida que o início da final com o Palma se aproxime, mas sabe bem como lidar com isso: «Tenho noção da importância do jogo, bem como noção da responsabilidade, mas acho que um pouco de nervosismo faz parte, é saudável, é bom e é importante. Tanto eu, como o Nuno [Dias, o treinador], como praticamente todo o plantel do Sporting, estivemos em todas as grandes decisões. O nervosismo faz parte da importância de um jogo destes, mas estamos mais do que rotinados e mais do que calejados para jogos deste nível. Será a oitava final de Champions, já com muitas finais de campeonatos europeus e mundiais, pelo que, embora a rotina não nos acalme, traz-nos algum conforto e alguma noção do que é estar nos grandes palcos. Além disso, apesar de ser um jogo de extrema importância, muito importante para o Sporting e para os sportinguistas, há que manter a calma e o foco naquilo que é essencial para o jogo».
De que forma esta final pode ser especial para quem já tanto jogo importante e decisivo disputou? «A diferença tem a ver com a maturidade que trago e com a experiência que trago desde 2006. Agora, os sentimentos são os mesmos de 2006 [primeira final internacional]. A entrega, a ambição e o querer são os mesmos. Desde 2006 até hoje, tudo o que eu puder entregar para ajudar o Sporting a ganhar, vou fazer. Será assim se jogar 40 minutos, se jogar 10, se não jogar, se estiver no banco, se estiver na bancada. Vou dar tudo aos meus colegas e ao Nuno e ao resto da equipa técnica. Todas as minhas energias serão focadas para vencer, apoiar, motivar e puxar pela energia dos meus colegas. Isto é a minha identidade, são os meus valores. Não vou fugir disso e agora, com mais experiência, mais maturidade e mais gestão das minhas energias e da minha intensidade, darei tudo o que tenho para que o Sporting ganhe», assegurou o número 9 leonino.
Por fim, o que acha João Matos do facto de a lotação da Arena Vitrifrigo, em Pesaro (Itália), estar esgotada? «Em qualquer ponto da Europa ou do Mundo, há sportinguistas a apoiar-nos. A exceção foi o ano do covid, mas, de resto, o apoio foi sempre tremendo. Este ano não fugimos a esta regra. É muito por eles que vamos lutar por mais uma Champions e espero que, no final, possamos festejar todos juntos», frisou o capitão.