Paul Magnier (Soudal Quick-Step) vence quarta etapa da Volta ao Algarve

Volta ao Algarve: Paul Magnier faz 'bis' ao sprint em Lagos

Velocista francês da Soudal conquista segunda vitória em etapa nesta edição da corrida portuguesa após triunfo em Tavira ao primeiro dia. No domingo decide-se a camisola amarela no Alto do Malhão

Este ano não houve enganos na chegada do pelotão a Lagos e o francês Paul Magnier impôs superior velocidade terminal para vencer a quarta etapa da Volta a Portugal, cruzando a meta... pelo lado certo da alameda ribeirinha. 

Em 2025, então na jornada de abertura, o pelotão seguiu as motos pela via errada de uma rotunda e fez com que a maioria dos corredores cruzasse a linha do lado de fora das barreiras... na via paralela à da meta. Outros, poucos, entre os quais Filippo Ganna, completaram o percurso correto. O italiano da Ineos, que na última sexta-feira venceu o contrarrelógio em Vilamoura, acabou por não ter recompensado o seu esforço - e atenção ao road-book -, porque após a etapa o júri decidiu anular os resultados. 

Este ano, com o pelotão em ordem na estrada correta, apesar de bastante alongado devido à aproximação sinuosa, foi o velocista francês da Soudal Quick-Step o mais rápido e somou a segunda vitória na Algarvia em quatro dias, após o sucesso na primeira etapa, em Tavira. Magnier correspondeu ao esforço da sua equipa ao longo da tirada, que em parceria com a Alpecin-Premier Tech do belga Jasper Philipsen e a espaços a Lidl-Trek do camisola amarela Juan Ayuso, mas a apontar à vitória do seu sprint alemão Tim Tom Teutenberg, controlarem a fuga madrugadora durante grande parte dos 175,2 quilómetros, iniciados em Albufeira.  

Estas equipas anularam a aventura de um grupo formado inicialmente por nove corredores - todos de equipas portuguesas - pouco depois da primeira passagem pela meta em Lagos, a 35 km da chegada, quando daquele só restavam três sobreviventes, o último, Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios), mas que não foi eleito pela organização o mais combativo do dia. A distinção foi para um dos companheiros de fuga, Gonçalo Carvalho (Tavfer). 

O argentino Tomas Contte (Aviludo Louletano), também integrando os escapados e totalista em fugas nas etapas em linha desta edição da prova, consolidou a camisola azul ao vencer a única contagem da etapa (3.ª categoria, em Nave) e tem o título de rei da montanha praticamente garantido, apesar das quatro subidas pontuáveis a disputar na derradeira etapa da prova, incluindo duas de 2.ª categoria (Malhão). Os mais diretos perseguidores na classificação são homens da geral, que certamente não pontuarão nas contagens intermédias da decisiva etapa de hoje.

A aproximação à meta em Lagos fez-se em pelotão compacto, a um ritmo moderado devido ao vento frontal e por estradas estreitas, que proporcionaram duas quedas, a segunda, mais aparatosa, a envolver vários corredores, entre os quais o Afonso Silva (Tavira), um dos melhores portugueses na geral, sem consequências físicas ou perda de tempo no final. Acidentes que antecederam a retoma do comando da corrida pelas equipas dos velocistas, reagrupando-se nos derradeiros três quilómetros para formarem os habituais comboios de lançamento dos seus homens rápidos. 

A Tudor marcou presença mais impositiva nas últimas centenas de metros, mas foi Paul Magnier a dominar o sprint, vencendo com autoridade sobre o belga Jordi Meeus (Red Bull-Bora) e o israelita Oded Kogut (NSN), segundo e terceiro, respetivamente, coroando-se como o melhor velocista desta edição da Volta ao Algarve.  

Juan Ayuso terminou em conforto no pelotão e mantém a camisola amarela para a última etapa, decisiva para a classificação geral, com meta no Alto do Malhão. O espanhol da Lidl-Trek tem os mesmos sete segundos de vantagem sobre o francês Paul Seixas (Decathlon) com que partiu para esta etapa, e 44 para João Almeida (UAE Emirates), o terceiro.