Vitória de Guimarães regressou à folha limpa com eixo totalmente renovado
O Vitória de Guimarães voltou, finalmente, a sorrir - e fê-lo à grande! Foi de goleada, o triunfo sobre o Tondela (5-0). Em paralelo com a produtividade atacante, os vimaranenses apresentaram-se com uma consistência defensiva como há muito não se via no castelo.
Depois de sete jogos consecutivos a sofrer (dos quais, no total, resultaram 15 golos consentidos), a turma da cidade-berço voltou ao sempre louvável registo de folha limpa, com uma dupla de centrais 100 por cento diferente daquela com que Luís Pinto se tinha apresentado no 1-0 contra o Moreirense, em janeiro.
Embora diante de um adversário mais débil, é factual que Óscar Rivas e Thiago Balieiro foram menos permissivos do que Rodrigo Abascal e Miguel Nóbrega tinham sido no encontro com os cónegos - em que a equipa vitoriana consentiu dez remates -, possibilitando agora a Charles ter uma partida muito mais descansada frente aos auriverdes - que, por sua vez, só conseguiram rematar três vezes e apenas uma na direção da baliza.
Gil Lameiras já tinha testado a dupla hispano-brasileira na jornada anterior, frente ao Benfica (0-3). Apesar dos três golos sofridos, o jovem treinador confiou na sua aposta e deu-lhe continuidade.
A permeabilidade defensiva tem sido um dos principais problemas dos minhotos. Quando faltam seis jornadas para o final da contenda, têm 42 golos sofridos na I Liga. No ano passado, terminaram o campeonato com 37, em 2023/24 com 38, há três anos com 39 e em 2021/22 com 41.
Abascal «condicionado» perde estatuto
Depois de ter ficado no banco no desafio com as águias, Rodrigo Abascal voltou a não jogar, por estar «fisicamente condicionado», como explicou o mister. Tal cenário fez com que aquele que, até então, era o atleta com mais jogos de D. Afonso Henriques ao peito (30) na atual temporada fosse igualado por Saviolo e Camara. Ainda assim, o central uruguaio continua a ser o recordista de titularidades (30) e minutos (2617).