Vítor Vinha: «Foi um jogo quase perfeito e podíamos ter marcado mais»
O Benfica venceu (6-2) e convenceu frente ao AZ Alkmaar nos oitavos de final da Youth League. Após o encontro, A BOLA falou em exclusivo com o técnico encarnado, Vítor Vinha, que elogiou os seus jogadores, apontou pontos a melhorar e destacou o trabalho da formação das águias.
— Quais são as principais ilações que retira desta goleada do Benfica com o AZ Alkmaar?
— Acabou por ser um jogo quase perfeito da nossa parte. Estivemos muito bem organizados, muito compactos, a perceber quais eram os pontos fortes do adversário e quais eram os pontos que podíamos explorar. Marcamos seis golos, sofremos dois. Podíamos ter marcado mais, podíamos ter evitado os dois golos do adversário. Fomos uns justos vencedores e muito, muito superiores a este adversário, que é um adversário de valor e que no ano passado nos tinha eliminado. Mas estamos de parabéns e os nossos jogadores estiveram muitíssimo bem.
— Que aspetos do jogo do Benfica podiam ter corrido melhor?
— Fomos somando oportunidades e fomos concretizando. Aqui ou ali, com uma ou outra decisão, podíamos ainda ter sido mais acutilantes na frente. Há uma outra situação defensiva onde nós nos expusemos um pouco, onde não fizemos as coisas no timing certo e acabámos por sofrer. Mas quando se vence por 6-2, numa eliminatória deste calibre da Youth League, que é a nossa Champions, a forma como estivemos ligados o tempo todo, como procurámos ferir o adversário, como evitámos aquilo que eram os pontos fortes do adversário... Portanto, não há muito a dizer, há que dar os parabéns aos nossos jogadores e continuar o nosso caminho.
— O Benfica jogou com muita fluidez e um excelente entendimento entre todos os jogadores que, como o Vítor Vinha (que treina a equipa de sub-23 e a da Youth League), passam por diferentes equipas ao longo da época. Como é que depois se chega aqui e se consegue este nível de entendimento entre jogadores que nem sempre jogam juntos?
— Primeiro de tudo, há o talento dos nossos jogadores, toda a bagagem futebolística que eles têm para trás, desde que entraram no Benfica e em outros contextos, todo esse trabalho que os levou até ao dia de hoje. Depois, obviamente, não é fácil juntar aqui três gerações, jogadores de diferentes contextos, só é possível com um bom entendimento, com a disponibilidade deles para ouvir, para aprender, para perceber o que está a acontecer. Existe também aqui, no meu caso, um trabalho já de um ano com eles, já nos conhecemos melhor. E em todos os momentos procuramos que eles nos conheçam cada vez melhor, eu também conhecê-los a eles cada vez melhor para podermos tocar nos sítios certos, para nos podermos organizar rapidamente. E temos conseguido fazer isso de uma forma muito, muito meritória. Não tem sido nada fácil a preparação destes jogos, por estas variações todas, mas temos conseguido, e espero que assim continuem até ao final da competição, porque será bom sinal.