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Vice do Sporting quer «deixar a competição para o campo» nos direitos televisivos

André Bernardo espera cooperação dos clubes na negociação da centralização dos direitos

André Bernardo, vice-presidente e administrador da SAD do Sporting, esteve esta sexta-feira presente no Portugal Football Summit para participar numa conversa sobre os direitos comerciais. O dirigente leonino comentou o caso da centralização dos direitos televisivos e defendeu que, para que todos consigam ganhar, não só em Portugal mas no contexto global do futebol, é necessário que haja cooperação de todas as entidades.

«Temos de ter uma abordagem sistémica e compreender que o todo é mais do que a soma das partes. Se olharmos para o exemplo de outras ligas, podemos concluir que há um caminho que diz que temos de competir em campo, mas cooperar cá fora para haver coisas positivas. Coletivamente é o que temos de fazer. É assim que vamos aumentar o nosso valor, o valor de todos», disse o dirigente.

«O Sporting já provou que tem talento, metodologia e condições para ser, tal como Portugal num todo, um ponto de grande desenvolvimento nesta cadeia de valor. Somos muito bons a formar jogadores, temos o lado cultural, de conhecimento. Fazemos parte de um ecossistema maior, temos o papel de formar e vender e já mostrámos que sabemos lucrar com isso. Podemos fazer isso enquanto liga, se trabalharmos juntos e deixarmos a competição para dentro do campo», reforçou.

André Bernardo deixou uma mensagem sobre o potencial comercial do futebol português. «O que hoje é verdade amanhã pode ser totalmente diferente. Se sempre foi assim, agora ainda é mais o caso. As coisas podem mudar radicalmente, daqui a cinco anos a velocidade será muito mais alta. Cada clube precisa de ter capacidade de aprender, para ser flexível e adaptar-se. Provavelmente teremos de ser todos empresas de tecnologia, desenvolver as nossas características e encontrar os nossos pontos perfeitos para sermos diferentes», começou por dizer o diretor de operações e estratégia do Sporting, antes de referir Cristiano Ronaldo e Luís Figo.

«Em Portugal, temos um canal de talento que podemos explorar, com muita relevância cultural. Se olharmos para os melhores jogadores do mundo, o Sporting formou Cristiano Ronaldo e Luís Figo. Ronaldo é a pessoa mais famosa do mundo. Temos de criar o nosso valor, sendo flexíveis e adaptáveis em relação ao contexto», concluiu.

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