Vasco Seabra lamenta derrota nos últimos segundos contra o Benfica - foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Vasco Seabra lamenta derrota nos últimos segundos contra o Benfica - foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Vasco Seabra e a derrota ao cair do pano: «Difícil de digerir...»

Treinador do Arouca reage a mais um desaire frente a um dos três grandes nos instantes finais

Vasco Seabra analisou, na sala de Imprensa do Municipal de Arouca, a derrota dos lobos ao cair do pano diante do Benfica (1-2).

Galeria de imagens 45 Fotos

— Que análise faz ao jogo?

— Foi um excelente jogo. Apresentámos uma proposta proativa, dinâmica, e fomos agressivos e intensos. Penálti advém da entrada dominadora, entrámos instalados no meio-campo, isso permite-nos libertar o Kuipers para o cruzamento e penálti. Benfica responde e procura empurrar-nos para trás, sem grande entrada em área, mas de cantos e zonas circundantes da baliza. A melhor oportunidade continua a ser nossa numa excelente jogada partida de trás com o Barbero a cabecear o poste, mas penso que o Benfica dominou mais na 1.ª parte territorialmente. Estávamos com dificuldade em parar construções, sempre que saíamos à pressão éramos empurrados, a equipa baixava. Na 2.ª parte corrigimos posicionamento na primeira fase. Como Benfica estava a ter mais remates, nós através do pontapé de baliza não saímos com critério. Precisávamos de ter bola para encontrar espaço e creio que o posicionamento melhorou. Dividimos mais o jogo, temos oportnuidade claríssima para o 2-0 e o jogo foi dividido, duas equipas a quererem ganhar. Jogo forte até final. É injusto, temos mais expected goals, temos quatro ou cinco chances claras, acabámos por ter este amargo nestes três jogos na segunda volta com os três grandes. É doloros para a equipa, mas é de orgulho grande. Não vivemos de vitórias morais, mas sim de pontos e temos de ir buscar estes pontos aos próximos jogos.

— Esteve muito perto de roubar pontos aos três grandes, mas acabou por perder ao fim...

— São momentos diferentes. Contra o Sporting queríamos ganhar, porque temos transição do Puche um para um com o Inácio e sai transição que dá golo. No Dragão foi de penálti... Aqui é um lance fortuito, faltavam 35 segundos. Chutámos para a frente, não chutámos bem e sofremos. Globalidade do jogo é muito boa, mas estes pormenores magoam muito, mas temos de seguir confiantes no plantel que temos. Agora a busca é foco na atitude, o nosso desempenho porque isto tem de nos dar pontos.

— Apesar do resultado, sai deste jogo orgulhoso da sua equipa?

— Sentimos que fomos uma equipa proativa, colocámos muitas dificuldades, fomos dominadores em muitos momentos. Além disso, tivemos volume de oportunidades. Conseguimos fazer jogo muito completo. Portanto, o amargo de boca é pesado, difícil de digerir.