Um monstro chamado Fofana e o pé agressivo de Bednarek (as notas do FC Porto)
Um monstro daqueles bem grandes. Ficou desguarnecido quando Rosario teve de recuar para a posição do expulso Bednarek? Sim, mas manteve-se imperturbável. Carregou o FC Porto às costas naquele primeiro tempo tão complicado e sofredor e, no regresso do intervalo, com as entradas de Alan Varela e Froholdt e a ajuda de Rosario, soltou-se e começou a criar perigo junto da área do Nottingham. Perto da hora de jogo, foi à linha de fundo, sobre a esquerda, cruzar de forma perfeita para o remate de William Gomes à barra. Muito bem ainda, aos 79’, a rematar por cima. Se o FC Porto pareceu jogar com 11 em todo o segundo tempo, em muito o deve ao parisiense.
(7) Diogo Costa - Sofrera sempre golos nos jogos fora da Liga Europa e em Nottingham, em finais de outubro, encaixara dois. E cedo voltou a sofrer, agora por Gibbs-White. Sem ponta de culpa, pois o remate do capitão dos 'foresters' ainda sofreu um desvio em Pablo Rosario. Não teve defesas de grau de dificuldade elevado até ao intervalo e mostrou-se sempre muito seguro, pelo ar e pelo chão. Grande defesa aos 50’, num remate frontal de Igor Jesus. Já na compensação, subiu à área dos ingleses para tentar chegar ao golo e, quase de seguida, viu Igor Jesus rematar à barra, com a bola a desviar ainda em Thiago Silva. Sem culpa na pior sequência de jogos da época a sofrer golos: um do SC Braga, dois do Famalicão, um do Nottingham, um do Estoril e, por fim, um do Nottingham.
(4) Alberto Costa - A única alteração de Farioli relativamente ao onze inicial da primeira mão. Ofereceu cedo o golo a Moffi, mas o nigeriano falhou. Passou depois, após a expulsão de Bednarek, um período de inconsistência e é dele a perda de bola de que resulta o golo dos ingleses. Cartão amarelo por entrada duríssima sobre Neco Williams, pouco depois da meia hora. Talvez por isso, saiu ao intervalo.
(6) Thiago Silva - Apanhado no meio do turbilhão atacante do Nottingham, teve um primeiro tempo com alguns percalços, embora em nenhum tenha resultado perigo para Diogo Costa. Lançou bem Alberto Costa na direita, na jogada em que Moffi poderia ter feito o 0-1. Subiu imenso de rendimento no segundo tempo, quando passou a ter Kiwior a seu lado, assumindo-se como patrão e orientador da defesa portista.
(1) Bednarek - Entrada duríssima sobre Chris Wood, ao minuto 8, de pé esquerdo no joelho direito: vermelho direto, depois de o árbitro ser alertado pelo VAR. Nada a dizer: vermelho justo.
(3) Zaidu - Correu, lutou, suou, mas foi incapaz de parar as iniciativas de Hutchinson e igualmente incapaz de criar perigo pelo flanco esquerdo. Saiu ao intervalo.
(5) Pablo Rosario - Recuou para central após a expulsão de Bednarek e, depois do intervalo, com a entrada de Kiwior, passou a jogar no lado direito da defesa. Teve o azar de ver a bola rematada por Gibbs-White desviar na sua perna e entrar na baliza de Diogo Costa. Mostrou-se bem mais na segunda parte, mas sem grande influência no jogo portista.
(3) Gabri Veiga - Primeiro tempo horrível. Sem bola, sem intensidade, sem qualquer intervenção no jogo. Sem surpresa, já não regressou após o intervalo.
(6) William Gomes - Termina como melhor marcador do FC Porto na Liga Europa, com quatro golos, mas bem poderia ter marcado o quinto quando não aproveitou um cruzamento perfeito de Fofana, rematando à barra. Correu muito, mas não se adaptou à forma mais agressiva fisicamente da equipa inglesa.
(3) Moffi - Falhou o golo logo ao minuto dois, após receber passe de Alberto Costa. Só tinha o guarda-redes à frente, mas a tentativa de chapéu saiu-lhe tímida e muito curta. Só meia hora mais tarde, aos 32’, voltou a mostrar-se, desta vez numa ação defensiva junto ao círculo central, cortando um lance perigoso de contra-ataque e vendo o cartão amarelo. Continuou sem quase se ver na segunda parte e, aos 65', foi substituído por Gul. Sem surpresa.
(3) Borja Sainz - A bola não lhe chegava na frente e ele recuou. A bola continuou sem lhe chegar e ele recuou mais um pouco. Recuou tanto e sem eficácia que, ao intervalo, ficou no balneário.
(5) Froholdt - Entrou bem ao intervalo e parecia poder arrancar uma boa segunda parte. Porém, não passou de ameaças sem grande perigo. Um ou dois degraus abaixo do que já se lhe viu esta época.
(6) Alan Varela - O FC Porto mudou, para melhor, com a entrada do argentino. A equipa passou a ter mais bola e, sobretudo, a saber o que fazer com ela. Teve um tiraço à barra já perto do fim, num remate que merecia melhor destino.
(5) Francisco Moura - Melhor do que Zaidu, mas, ainda assim, sem conseguir exibição de alto nível. Ajudou a fechar o lado esquerdo da defesa, mas, no ataque, não criou perigo.
(6) Kiwior - Uma coisa é a defesa do FC Porto com Kiwior, outra é o polaco não estar presente. Sabia que, ao jogar apenas com dez dragões, haveria mais perigo junto de Diogo Costa, mas Kiwior ajudou a tapar as frinchas maiores que pudessem aparecer.
(4) Denis Gul - Segundos 45 minutos iguais aos primeiros 45 de Moffi. Sem bola, não se marcam golos, nem se cria perigo. E Gul não teve muita bola.