«Lei Wenger» pretende alterar o sistema de fora de jogo
«Lei Wenger» pretende alterar o sistema de fora de jogo - Foto: IMAGO

UEFA e FA recusam Lei Wenger e propõem nova medida para o fora de jogo

Organismos consideram a proposta do antigo treinador do Arsenal demasiado radical

A chamada Lei Wenger, proposta para alterar a regra do fora de jogo, continua a gerar forte resistência e está longe de reunir consenso entre os principais organismos do futebol europeu. Segundo o jornal britânico The Times, a UEFA e a Federação Inglesa de Futebol (FA) consideram a mudança demasiado radical, alertando para um impacto profundo na forma como o jogo é disputado, indo contra a posição da FIFA, que já admitiu usar a medida.

A proposta, inspirada numa ideia do antigo treinador do Arsenal Arsène Wenger, defende que um jogador só deve ser considerado em fora de jogo se todo o seu corpo estiver para lá do último defesa, e não apenas uma parte, como acontece atualmente. O objetivo seria tornar a regra mais clara e facilitar a tomada de decisões, sobretudo com recurso à tecnologia.

No entanto, a FA entende que a aplicação integral obrigaria os defesas a recuarem demasiado no terreno, alterando significativamente os equilíbrios táticos do jogo. Por esse motivo, o organismo inglês, com o apoio da UEFA, estará a preparar uma proposta de compromisso.

Essa solução intermédia passaria por assinalar fora de jogo quando qualquer parte do tronco do atacante se estendesse para além do defensor adversário, excluindo da avaliação pés, pernas e cabeça. A ideia pretende reduzir decisões milimétricas e polémicas, sem provocar uma transformação tão profunda como a prevista na proposta original.

Para já, não estão previstas alterações antes do Mundial 2026, que se realizará entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Ainda assim, a FIFA espera que a IFAB, entidade responsável pelas leis do jogo, autorize em breve a realização de novos testes experimentais da Lei Wenger.