Igor Tudor estreia-se no banco do Tottenham no próximo domingo, no dérbi do norte de Londres, frente ao Arsenal - Foto: IMAGO

Tudor pode ficar no Tottenham por «muito tempo»

Palavras do diretor-desportivo Johan Lange, que se assumiu «impressionado» na entrevista de recrutamento do croata

Igor Tudor, o novo treinador interino do Tottenham, poderá permanecer no clube por um «longo período», caso os resultados sejam positivos, revelou o diretor desportivo Johan Lange. O técnico croata assinou um contrato de seis meses para substituir Thomas Frank, com a missão principal de garantir a permanência dos spurs na Premier League.

Atualmente, a equipa londrina encontra-se apenas cinco pontos acima da zona de despromoção, quando faltam 12 jornadas para o fim do campeonato. A nomeação de Tudor, inicialmente vista como uma solução a curto prazo para reavaliar opções no verão, poderá evoluir para uma ligação permanente.

«Claro que, se as coisas correrem bem, ele poderá ficar aqui por muito tempo», afirmou Lange, explicando que Tudor se destacou entre os vários candidatos entrevistados. «O Igor impressionou-nos imenso na entrevista. Ele demonstrou, com grande sucesso e por diversas vezes, a capacidade de chegar a um clube e criar imediatamente relações com os jogadores e avaliar o estilo da equipa. É uma das razões pelas quais acreditamos que ele é o melhor candidato para este momento, juntamente com a sua reputação e o que já fez na carreira», referiu o dirigente.

Recorde-se que o Tottenham, que terminou em 17.º lugar na época passada, não vence para o campeonato desde 28 de dezembro, num triunfo por 1-0 sobre o Crystal Palace.

Lange defende mercado de inverno

Johan Lange também abordou as críticas à falta de atividade do clube no mercado de inverno, em que chegou o médio inglês Conor Gallagher e o defesa Souza e saiu o extremo Brennan Johnson. O diretor desportivo defendeu a estratégia do clube, argumentando que a fase de liga da UEFA Champions League, que terminou no final de janeiro, limitou a disponibilidade de alvos. «Significou que, em janeiro, muito poucos jogadores que pudessem fazer a diferença para nós, agora ou no futuro, estavam disponíveis», explicou.

«Trazer jogadores que não nos podem ajudar agora ou que não acreditamos terem potencial para o futuro, para mim, infelizmente, não faz sentido. Se analisarmos todas as transferências em janeiro, penso que todos podem ver que havia muito poucos jogadores disponíveis», adicionou.