Luís Maximiano foi contratado pela Lazio ao Granada, em julho passado, por 10,1 milhões de euros. Um mês depois estreava-se na Serie A, frente ao Bolonha. E aos seis minutos era expulso, depois de ter agarrado uma bola fora da área que nem oferecia grande perigo.

Só voltou a jogar em janeiro, para a Taça, de novo contra o Bolonha. E não sofreu golos. Voltou a ir para a baliza na ronda seguinte, frente à Juventus (derrota 0-1). E também tem jogado na Liga Conferência - não sofreu golos no play-off com o Cluj e recebe hoje o AZ Alkmaar, dos Países Baixos, nos oitavos de final.

«Qualquer pessoa é afetada quando não está num bom momento, seja qual for o trabalho que tem. Mas o futebol é assim, muda rapidamente, temos de estar preparados. Tenho 24 anos e esta é uma experiência que nunca tinha tido, mas que vai ser importante para a minha carreira», assumiu ontem, em conferência de imprensa, num italiano fluente - admitiu que o desconhecimento da língua foi uma dificuldade na adaptação e ainda se desculpou, explicando que tem um bebé em casa e isso o impede de ter aulas...

No último dia de janeiro, o treinador Maurizio Sarri vetou a saída do guarda-redes português para o Nottingham Forest. Max não ficou amargurado: «É sinal de que confia em mim. Estou feliz aqui e este é um desafio importante para mim. Qualquer jogador, numa carreira de 15, 20 anos, vai ter dificuldades nalguma época, mas sou melhor do que era quando cheguei. Como guarda-redes, porque a escola italiana é diferente, mas sobretudo mentalmente. Aprendi que tenho de ter confiança em mim, que não devo esperar que alguém venha dar-ma, dizer que sou bom. Isso era algo a que provavelmente estava habituado, mas foi bom passar por períodos difíceis. E quando entro em campo, aconteça o que acontecer, estou sempre pronto para dar a melhor resposta.»

A iniciar sessão com Google...