Super XV promove o rugby português com modelo de competição inovador
O principal escalão do râguebi em Portugal prepara-se para uma profunda transformação a partir desta temporada. A competição passa a designar-se Super XV e será decidida através de uma final four, integrando ainda várias jornadas concentradas ao longo do calendário.
A nova estrutura competitiva nasce no âmbito de um protocolo firmado em agosto com a Federação Portuguesa de Rugby (FPR), organismo que tutela a prova desde 1959, delegando assim na associação de clubes a organização da prova máxima. As novidades foram delineadas para transformar a modalidade num «produto vendável», no âmbito de uma visão estratégica apresentada no Palácio do Chiado, em Lisboa.
O campeonato, cujo início está marcado para 10 de outubro e o término agendado para 15 de maio, contará com um total de 16 jornadas e a participação de 12 emblemas: Benfica, Cascais, Direito, Belenenses, CDUL, São Miguel, Agronomia, Técnico, Académica, CDUP, RC Santarém e AR Setúbal.
Na primeira fase, as 12 equipas defrontam-se entre si numa única volta. Os oito primeiros classificados avançam para a fase seguinte, sendo distribuídos por dois grupos de quatro formações, igualmente a uma volta. É precisamente nesta fase decisiva que o conceito de jornadas concentradas ganha maior expressão, com as partidas de cada agrupamento a decorrerem no mesmo recinto e no mesmo dia - uma fórmula que também será testada em alguns dos duelos de maior cartaz da fase inicial.
«Serão, ao todo, 16 jornadas, incluindo a final. Este é um ano pré-Mundial2027, com uma carga de jogos internacionais muito grande, e este é o modelo que melhor se adaptava aos clubes que mais jogadores cedem à seleção nacional», explicou Luís Lança de Morais, presidente da Associação Super XV - Rugby Portugal, citado pela Lusa.
Final four em estádio com 10 mil lugares
Apesar de o palco da primeira final four ainda não se encontrar fechado, a organização já estabeleceu contactos com diversos municípios, exigindo infraestruturas com uma lotação mínima de 10 mil espectadores.
«Devemos ambicionar isso. Queremos criar 'cidades anfitriãs' do râguebi onde se possa fazer todo um evento em volta dos jogos das meias-finais e da final. Para além dos jogos, promover toda uma semana com debates, mesas redondas e atividades que tragam novos públicos para a modalidade. O dia da final será uma data preenchida, a envolver artistas e concertos. Uma grande festa do râguebi com alegria e participação», detalhou o dirigente à agência noticiosa.
No plano da visibilidade, a Associação Super XV planeia transmitir um ou dois encontros por jornada na fase regular através do sítio oficial da prova na internet, já ativo, garantindo a emissão integral em direto de todas as partidas da fase final.
O Benfica entra em campo com o estatuto de campeão nacional em título, após ter conquistado a Divisão de Honra 2025/26 e colocado um ponto final num interregno de 25 anos. O palmarés do clube da Luz junta-se ao de todos os restantes vencedores da história da prova, que também alinham neste Super XV: CDUL (20 títulos), Direito (12), Belenenses (10), Cascais (seis), Académica (quatro), Técnico (três) e Agronomia (dois).