Bruno Fernandes, capitão do Manchester United
Bruno Fernandes, capitão do Manchester United - Foto: IMAGO

Ex-adjunto recorda discussão com Bruno Fernandes e compara-o a... Roy Keane

Steve McClaren trabalhou no Manchester United com Ten Hag e com Alex Ferguson

Steve McClaren, antigo treinador adjunto do Manchester United, recordou, em entrevista ao The Athletic, um desentendimento que teve com o capitão Bruno Fernandes, fazendo uma comparação curiosa.

«Só nos desentendemos uma vez», confessou o adjunto de Erik ten Hag nos red devils entre meados de 2022 e o final da época 2023/24. «Ele não aplaudiu os adeptos, e tivemos uma pequena discussão sobre isso. Penso que foi na vitória do Newcastle por 3-0 em Old Trafford [em novembro de 2023]», acrescentou.

«Eu estava mais chateado com a equipa e com os jogadores. Foi mau, mas no dia seguinte fizemos as pazes. Ele é excelente com os adeptos em 99 por cento das vezes», sublinhou.

McClaren não poupou nos elogios — «Lembro-me do seu primeiro jogo em Old Trafford, fazia passes longos e diagonais. Pensei: 'a peça que faltava'. É um dos cinco melhores jogadores que já treinei (...) Vi coisas nos treinos que me fizeram dizer 'Uau'» — e a nível pessoal falou de uma «personalidade ótima, por vezes emocional».

O técnico, que de 1999 a 2001 também trabalhou no clube com Alex Ferguson, com as mesmas funções, comparou o médio português a Roy Keane, recordando episódio com o antigo capitão do Manchester United: «Tivemos uma fase em que dissemos ao Roy 'Tens de acalmar-te um pouco'», lembrou.

«Porque estava a começar a ser um problema. Devido aos sarilhos em que se metia, falhava cinco ou seis jogos por época. Ele tentou acalmar-se e foi uma porcaria. Então dissemos: 'Esquece isso, sê tu mesmo, não há problema, sentiremos a tua falta por cinco jogos, não queremos que sejas um gatinho em campo'», acrescentou.

«E o Bruno é igual. Quando eu tinha de ser o árbitro nos treinos, ele era um pesadelo. É apenas paixão. Ele está em forma, corre por todo o lado, marca, assiste, os seus números são fenomenais», elogiou.

«Dalot motivava a equipa»

Diogo Dalot também mereceu elogios. «Houve alguns dias em que vi os rapazes perceberem: 'Agora não há desculpas'. Houve uma mudança nos jogadores. Eu digo-lhe quem esteve na vanguarda disso: o Diogo», afirmou.

«Ele foi excelente. Era muito próximo do Ronaldo. Eram como o yin e o yang. Ele era sempre positivo. Inteligente. Ele dizia: 'A responsabilidade é nossa'. Costumava motivar a equipa, juntamente com o Bruno», assinalou.

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