Rui Borges num 'quebra-cabeças' para preparar o duelo com os açorianos - Foto: IMAGO
Rui Borges num 'quebra-cabeças' para preparar o duelo com os açorianos - Foto: IMAGO

Sporting: quem joga com o Santa Clara? Os cálculos minuciosos e o plano individualizado

Leões em gestão máxima: seleções complicam plano para o regresso do campeonato. Rui Borges enfrenta 'quebra-cabeças' antes do regresso à competição. Abril começa sob pressão e o quinteto que gera maior preocupação. O que está a ser preparado para alguns internacionais que podem até... não treinar antes dos açorianos

O relógio é, por estes dias, o maior adversário de Rui Borges. Com o regresso do campeonato marcado para o dia 3 de abril (20h30), frente ao Santa Clara, o Sporting enfrenta um autêntico desafio logístico e… físico. Ao todo, são 16 os jogadores do plantel principal que estão ao serviço das respetivas seleções, obrigando a equipa técnica a um planeamento ‘com pinças’ que, sabe A BOLA, já estava a ser desenhado minuciosamente antes mesmo da pausa competitiva.

O foco de maior preocupação está centrado em cinco nomes fundamentais: Rui Silva, Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio, Trincão e Zeno Debast. O quinteto viajou até solo americano e entra em campo na meia-noite (hora de Portugal Continental) do dia 1 de abril. A logística de regresso está montada para que a armada portuguesa e o central belga aterrem em Lisboa ainda no decorrer do dia 1, mas a margem de manobra é mínima. A intenção de Rui Borges passa por ter o grupo completo no treino de dia 2 (quinta-feira), a apenas 24 horas do jogo com os açorianos. No entanto, este será um treino de recuperação ligeiro, servindo mais para ‘limpar’ o desgaste da viagem transatlântica do que para afinar táticas. A decisão final sobre a titularidade de cada um dependerá de uma avaliação médica rigorosa e dos minutos acumulados ao serviço das seleções.

Rui Borges num treino na Academia de Alcochete - Foto: Miguel Nunes
Rui Borges num treino na Academia de Alcochete - Foto: Miguel Nunes

Se o grupo dos 'americanos' preocupa não só pelas questões físicas mas também pela distância, outro lote de jogadores enfrenta o problema do tempo de descanso, embora com a vantagem da proximidade geográfica. Diomande (Costa do Marfim), Vagiannidis (Grécia), Fresneda (sub-21 Espanha), Maxi Araújo (Uruguai) e Flávio Gonçalves (sub-19 Portugal) jogam todos um dia anterior, a 31 de março. Apesar de jogarem em solo europeu, o que minimiza o desgaste das viagens, o intervalo de 72 horas entre o último compromisso internacional e o apito inicial em Alvalade obriga igualmente a uma planificação individualizada. Rui Borges sabe que abril será um mês de fogo, no qual se jogará grande parte das decisões da temporada e qualquer erro na gestão física nesta fase poderá ter custos elevados na ponta final da temporada.

Entre cálculos minuciosos e decisões à medida de cada jogador, o Sporting entra na reta final da preparação com um plano delineado ao pormenor. Em Alvalade, a palavra de ordem é prudência — porque, mais do que um jogo, está em causa a gestão de um mês que pode ser decisivo para as ambições leoninas. E o duelo com o Santa Clara será o primeiro no qual a margem de erro é muito curta...