Sporting esteve em vantagem mas não travou invencibilidade do Benfica
Benfica e Sporting empataram a dois golos no primeiro dérbi de 2026, um jogo emocionante que ambos tiveram inúmeras oportunidades de vencer.
À 11.ª jornada do campeonato nacional, as águias viram a série vitoriosa quebrada, mas mantém a invencibilidade e a liderança isolada. Todavia, são agora quatro pontos a vantagem sobre o segundo classificado, OC Barcelos, que tem menos um jogo. Vencendo-o, em casa frente à Sanjoanense, no próximo dia 14, os minhotos terão, três dias depois, na Luz, a possibilidade de disputar a primeira posição com Benfica.
Este domingo, o leão entrou destemido no pavilhão encarnado e foram suas as primeiras duas oportunidades de golo, em ambas com o objetivo gorado por grandes defesas de Conti Acevedo, no prelúdio de um dérbi em que os guarda-redes foram as maiores figuras. Quase sempre pelo brilhantismo. Quase...
O Benfica sentiu a entrada leonina e teve de se reconcentrar para reagir, ficando também perto de inaugurar em outro par de situações que tornava o dérbi empolgante desde os minutos iniciais. Assistia-se a uma toada de parada e resposta, com as defesas a revelarem-se vulneráveis tanto a remates de meia distância, como de dentro na área, em posição privilegiada, após passes de rutura.
Em lances similares, Danilo Rampulla falhou o primeiro na cara de Conti Acevedo, mas no segundo, aos nove minutos, o argentino do Sporting, rapidíssimo, recebeu uma extraordinária assistência de Nolito e atirou para o fundo da baliza. Os verdes e brancos materializavam o ascendente nesta fase do jogo.
No entanto, a equipa de Edo Bosch praticamente não teve tempo para desfrutar da vantagem e três minutos volvidos apenas sofreu o empate num lance de sucesso improvável. Na cobrança de livre indireto, Lucas Ordoñez rematou forte e bateu o desamparado Xano Edo, com a visão obstruída por muitos patins e stiques.
Logo a seguir ao empate (14’), as águias beneficiaram de penálti, mas Zé Miranda não conseguiu bater Xano Edo - nem na recarga. À exceção do primeiro golo do Benfica, o guarda-redes leonino esteve imbatível em lances de bola parada - e por isso foi decisivo.
Até intervalo o ritmo de jogo baixou, muito por causa de sucessivas paragens de jogo, mas também porque a elevada intensidade em 20 minutos era insustentável para as equipas.
O descanso não recuperou o frenesim do início. Nem perto... A segunda parte decorria numa toada mais moderada quando, aos sete minutos, o Benfica atingiu a décima falta e o Sporting aproveitou para fazer a diferença. Livre direto, que Nolito transformou em golo com um remate em picadinha, voltando a adiantar os leões no marcador.
Entrou-se numa fase da partida em que imperaram os lances de bola parada. De seguida, dois para o Benfica. Primeiro, um penálti por João Rodrigues, e pouco depois, um livre direto (à 10.ª falta do Sporting), de Lucas Ordoñez, mas em ambos Xano Edo foi intransponível, elevando-se a figura do jogo.
O guardião leonino voltou a ser protagonista pouco depois, mas então por uma falha, facilitando o golo do empate ao intervir de forma deficiente para tentar intercetar um passe cruzado (não um remate) de Roberto di Benedetto, introduzindo a bola na sua própria baliza perante a pressão de Gonçalo Pinto. O golo foi atribuído ao internacional francês do Benfica. Mas não foi suficiente para macular extraordinária exibição de Xano Edo. Ao mesmo nível, neste dérbi, só o seu homólogo benfiquista.