Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+
Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+

Situações «difíceis de aceitar», os foguetes e «modo Liga»: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto teceu críticas à arbitragem de Miguel Nogueira, considerando que o Sporting devia ter ficado reduzido a 10 elementos logo aos 7 minutos. Foco passa a estar totalmente virado para a conquista do título nacional

— De que forma olhou para o esforço da equipa perante um Dragão cheio?

— Em termos de esforço, espírito e nível de desempenho, acho que fizemos um grande jogo na primeira parte. Na segunda, ainda mais. Foi uma eliminatória em que, se analisarmos os dois jogos, acho honestamente que merecíamos estar na final, sem qualquer dúvida. Depois, há situações em que poderíamos ter feito melhor, com certeza. E há situações que se estão a repetir, a repetir... E estas são um pouco mais difíceis de aceitar, mas conhecemos bem a história, por isso. Estou muito orgulhoso da exibição da equipa. Acho que dominámos, inclusive na primeira parte. Uma performance física incrível. E acho que hoje tivemos uma imagem muito clara sobre quem são os que sabem gerir o tempo quando a bola está em jogo... Foi, também, a segunda vez com um tempo de intervalo de 22 minutos. Os nossos adeptos lançaram fogo de artifício quando viram o Sporting a voltar ao campo, porque a certa altura estavam com medo de não os ver regressar.

— Que análise faz à arbitragem? Na zona de entrevistas rápidas teceu algumas críticas...

— Há algumas semanas falei sobre a «zona cinzenta» e a mudança dessa cor para verde. Na outra meia-final, o mesmo árbitro tomou uma decisão que hoje, se mantivéssemos os mesmos parâmetros, aos 7 minutos teríamos um livre na linha da área e o Sporting estaria com um jogador a menos [Gonçalo Inácio]. E este é apenas um de seis, sete ou oito lances dentro do jogo. Não é a primeira vez e está a tornar-se, infelizmente, um hábito. É muito difícil digerir este tipo de coisas em todos os jogos. Estão a tornar-se tantas que, a dada altura, até nos esquecemos do que está a acontecer. Mas vamos focar-nos na exibição incrível que a equipa fez, porque acho que deve ser celebrada por aquilo que fizemos com 11 e com 10 homens. E agora que estamos fora da Taça, vamos focar-nos na Liga. Temos um trabalho para terminar, muitos pontos pelos quais temos de lutar, por isso o nosso foco já está lá, embora fique o sentimento amargo de uma final que acho que merecíamos alcançar.

— Mas acredita que o que acontece na arbitragem se deve a algum tipo de concidicionamento?

— Não podemos estar sempre na mesma história... Esta noite, num mundo normal, a meia-final deveria ter sido contra o Santa Clara ou o Aves SAD. Essa é a primeira coisa. A partir daí... Já falei muito sobre isto.

— Os adeptos terminaram a cantar o «Eu quero o FC Porto campeão». Que mensagem passou aos jogadores?

— O que eu disse aos jogadores foi para estarem orgulhosos da exibição. Preparámos o jogo para ter uma abordagem muito forte, para sermos corajosos, para irmos a todo o gás. E acho que levámos ao limite uma equipa incrível como é o Sporting, com jogadores muito bons, uma equipa que é bicampeã. Estamos a falar de uma equipa de topo e hoje levámo-los ao limite. Eles tiveram de usar todos os truques possíveis para travar uma equipa como a nossa, que merecia pelo menos marcar um golo. Mas, lá está, temos de aceitar o resultado, virar a página e seguir em frente.

— Após esta eliminação, é absolutamente obrigatório vencer a Liga?

— Como já disse, estamos aqui para terminar a missão. Começámos de muito longe e acelerámos todos os processos. Tudo correu mais depressa do que todos esperavam. Quando comecei aqui, o pedido era para nos aproximarmos dos outros dois gigantes após uma época muito difícil. Hoje estamos, pelo menos na Liga, onde queremos estar. Estivemos muito perto de ir à final da Taça e à meia-final da Liga Europa. Portanto, agora temos jogos por muitos pontos e há muitos desafios pela frente. Vamos manter o foco no que temos à nossa frente. O próximo jogo é contra o Estrela, num campo muito difícil. A partir de agora já estamos em 'modo campeonato' e temos de preparar-nos da melhor forma, porque temos poucos jogos por disputar, mas que vão ser muito importantes.

— Utilizou o Kiwior a lateral-esquerdo. O que pretendia com essa opção?

— O Kiwior já jogou alguns jogos connosco nessa posição. É um jogador que nos pode dar controlo, qualidade com bola e uma fisicalidade muito forte. É um jogador que fez isso na maioria dos jogos que disputou pelo Arsenal. Pode cobrir diferentes posições. Também estávamos a pensar, a certa altura, passar para uma defesa a três. O motivo pelo qual optámos por esta solução foi para ter diferentes opções para explorar durante o jogo.

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