Médio português fez o golo decisivo no triunfo diante do Everton. #DAZNPremier

«Será exagero dizer que o Tottenham foi patético e devia ter vergonha?»

Gary Neville não teve meias medidas ao analisar a época dos 'spurs'

O Tottenham garantiu a manutenção na Premier League na última jornada, mas a época foi classificada como «patética» por Gary Neville, que criticou duramente a administração do clube.

Apesar de ter evitado a despromoção com uma vitória por 1-0, com o golo decisivo a ser apontado por João Palhinha, diante do Everton, terminando dois pontos acima do despromovido West Ham, de Nuno Espírito Santo, o Tottenham viveu uma temporada para esquecer. Pelo segundo ano consecutivo, a equipa terminou no 17.º lugar da tabela, mas, ao contrário da época anterior, que culminou com a conquista da Liga Europa, esta campanha foi de grande sofrimento para os adeptos.

O golo de João Palhinha contra o Everton salvou a equipa da descida, mas para o comentador da Sky Sports, Gary Neville, é necessária uma intervenção profunda para devolver o clube ao topo do futebol inglês.

«Será exagero dizer que foram patéticos? Que deviam ter vergonha de si próprios? Provavelmente não. Isto é o Tottenham. Sei que por vezes gozam comigo por dizer isto do Manchester United, mas é um clube de futebol com tradições incríveis», afirmou Neville.

O antigo jogador reconheceu o triunfo europeu do ano passado como «fantástico» para os adeptos, mas sublinhou o historial recente de maus resultados: «Há muito tempo que têm um desempenho abaixo do esperado. Isto é outro nível de insucesso, atingindo novos mínimos. Os últimos dois anos na Premier League foram péssimos.»

Neville defendeu uma «autópsia» profunda no clube, criticando a falta de coesão e a atitude de alguns jogadores: «As ações em campo falam muito mais alto do que as palavras. O lema é 'ousar é fazer' – mas será que estes jogadores ousam? Acho que não. Estão sempre juntos? Não, não me parece.»

As críticas estenderam-se à administração do clube, acusando-a de falhar com os adeptos e de tomar decisões erráticas, como as sucessivas trocas de treinador, que incluíram as saídas de Ange Postecoglou e Igor Tudor e as entradas de Thomas Frank e, mais recentemente, Roberto De Zerbi.

«Quando se é dono de um clube de futebol, por vezes é preciso começar por olhar ao espelho», referiu, acrescentando que os proprietários «perderam muita credibilidade e confiança».

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