Secretário-geral da CAF demite-se após alegações de corrupção
Veron Mosengo-Omba demitiu-se do cargo de secretário-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), numa altura em que a organização enfrenta graves alegações de corrupção por parte do governo senegalês. A demissão surge na sequência da controversa decisão de retirar o título da Taça das Nações Africanas (CAN) ao Senegal.
No meio desta polémica, Mosengo-Omba, de 66 anos, anunciou a sua saída este domingo, afirmando que se retira para se dedicar a projetos pessoais. «Após mais de 30 anos de uma carreira profissional internacional dedicada a promover uma forma ideal de futebol que une as pessoas, educa e cria oportunidades de esperança, decidi abandonar o meu cargo de Secretário-Geral da CAF para me dedicar a projetos mais pessoais», declarou.
Mosengo-Omba acrescentou ainda: «Agora que consegui dissipar as suspeitas que algumas pessoas se esforçaram por lançar sobre mim, posso retirar-me com a consciência tranquila e sem constrangimentos, deixando a CAF mais próspera do que nunca. Espero que o progresso alcançado perdure e seja sustentado.»
A permanência de Mosengo-Omba no cargo já era alvo de críticas, nomeadamente por ter ultrapassado a idade de reforma obrigatória da CAF, fixada nos 63 anos. No mês passado, Samir Sobha, presidente da Associação de Futebol das Maurícias, afirmou ao The Guardian que o secretário-geral ocupava o cargo ilegalmente.
«De acordo com os estatutos, ele está a ocupar o lugar ilegalmente neste momento. Não creio que o Secretário-Geral esteja em qualquer posição legal para tomar decisões, para assinar um documento... Apelo ao presidente para que retifique esta situação... Precisamos de respeitar os estatutos», disse Sobha, acrescentando que a maioria dos presidentes das federações africanas concordava que «o mandato do Sr. Mosengo terminou».