João Félix titular nos dois jogos - Foto: Imago
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«Se todos puxarem para o mesmo lado somos uma Seleção muito forte»

João Félix destaca o trabalho de equipa na vitória na Noruega

Autor do único golo na vitória de Portugal frente ao País de Gales, na estreia de Jorge Jesus, João Félix voltou a marcar na segunda jornada da Liga das Nações, inaugurando o marcador no 2-1 na Noruega.

No final, foi questionado pela RTP sobre a base da vitória. «A base é o trabalho de equipa, sobretudo. Se todos puxarem para o mesmo lado, se todos estiverem a querer o mesmo, somos sem dúvida uma Seleção muito forte. Tal como fizemos no primeiro jogo, também neste notou-se que estamos uma equipa muito forte, tanto taticamente como fisicamente. Estamos organizados, ofensivamente e defensivamente, e quando assim é estamos sempre mais perto de ganhar», assumiu.

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A adaptação às ideias de Jorge Jesus prossegue: «As dinâmicas estão lá, acho que estamos a corresponder bem às ideias do mister, acho que ele está contente. Esta vitória é muito importante, não era fácil vir aqui à Noruega e ganhar, conseguimos, felizmente. É fruto do trabalho de toda a equipa, se todos não estiverem bem não conseguimos ganhar, precisamos do trabalho de todos.»

Quanto à possibilidade de estar a atravessar o melhor momento da carreira, João Félix... foi defensivo: «Estou a fazer o meu trabalho, as coisas estão a sair, estão a correr bem. Espero que continue assim e que para a frente seja ainda melhor.»

João Félix falou também ao Canal 11, admitindo que a Noruega foi um adversário muito complicado: «É uma seleção muito forte, muito bem trabalhada, com um selecionador que já está com eles há vários anos. Conhecem-se todos bem, conhecem as rotinas, sabem os movimentos de cada um, e têm vindo a construir uma grande seleção. Fizeram um bom Mundial e não era fácil vir aqui ganhar. Estamos todos contentes com isso.»

Sobre o golo que marcou, disse que «o mais importante naqueles momentos é manter a calma», mais do que rematar com muita força: «Não tentar partir a bola, encostar só, como o mister diz fazer um passe ao golo. Foi o que fiz e ainda bem que entrou.»

Félix voltou a jogar nas costas do ponta de lança — desta vez Gonçalo Ramos — e considera que essa é mesmo a posição que melhor se ajusta às suas características: «Sempre fui um jogador de jogar por dentro, entre linhas, segundo avançado, aparecer na área, ajudar a construir. Acho que é onde posso ajudar mais a equipa. Estou contente por estar num bom momento e as coisas estarem a correr bem. E que daqui para a frente seja ainda melhor», desejou, recusando-se a considerar que o apuramento para os quartos de final está na mão: «Não vamos começar já com isso. Vamos jogo a jogo, agora Dinamarca fora vai ser difícil, depois Noruega em casa vai voltar a ser difícil.»

Finalmente, na Sport TV, João Félix deixou o que pareceu um claro recado a Roberto Martínez, o anterior selecionador: «O mister [Jorge Jesus] conhece-me bem, esteve um ano comigo, o facto de jogar com segundo avançado favorece-me bastante. é a minha posição, não é extremo-esquerdo, não é na linha, é ali. Sempre tentei fazer o melhor para ajudar a equipa, sempre dei o meu máximo independentemente da posição, de jogar 20, 30 ou 90 minutos, e continuo a fazer a mesma coisa, simplesmente agora estou na minha posição.»

O entendimento com Gonçalo Ramos também foi destacado pelo avançado do Al Nassr. «São quatro jogos, pode tocar jogar a toda a gente. Todos temos de estrar entrosados. Dou-me bem com o Ramos, como me dou com o Cris, e o Ramos fez um ótimo jogo, está de parabéns», elogiou Félix, considerando a «muito importante, tanto para a equipa como para o mister».

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