Scaloni: «Ninguém vai vestir o 10 de Messi por enquanto»
Em conferência de imprensa realizada na antevisão do encontro particular diante da Bolívia, Lionel Scaloni passou em revista vários temas da atualidade da seleção da Argentina, desde as negociações para a sua renovação até à gestão do grupo na ausência de Lionel Messi.
Scaloni confirmou que estão em curso conversas com Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), para a renovação de contrato.
«Reunimo-nos para ver se conseguimos avançar e chegar a um acordo. Acabámos de começar a falar e tentaremos conversar durante estes dias, embora tenhamos jogos pela frente. É uma questão de alcançar um entendimento. A predisposição existe e isso é o mais importante. Quando tivermos algo definido, comunicaremos», explicou o técnico, sublinhando que o projeto desportivo é o ponto central das conversações: «O aspeto desportivo é fundamental, analisar o que nos resta e o que vem a seguir. Estamos entusiasmados com isso e é o que nos faz querer chegar a acordo. Caso contrário, se não visse a possibilidade de competir e construir algo bonito, não me teria sentado para falar.»
O 10 de Messi, que se prepara para dizer adeus à albiceleste, foi outro dos tópicos de destaque. Scaloni foi taxativo. «Ninguém vai vestir o 10 do Leo [Messi] por enquanto. Até ser o jogo de despedida do Leo, não daremos o 10 a ninguém. A partir daí, veremos. A ideia é que fique para um jogador, com tudo de bonito que isso acarreta», declarou, abordando ainda a liderança do plantel sem o capitão: «Além de jogador, dentro e fora do campo ele gera algo que nunca vi em mais ninguém. Claro que será difícil, mas temos pessoas que podem assumir essa liderança, gente boa, que é o essencial.»
Relativamente à transição e à estabilidade da equipa, foi sublinhada a evolução vivida desde o início do projeto: «Há uma base mais sólida agora. Naquela altura não sabíamos se estávamos como interinos ou não, agora é diferente e há pessoas em quem confiar. Isso não garante resultados, sabemos disso. O futebol é bastante traiçoeiro, mas é verdade que estamos noutro momento. A nível futebolístico e pelo ambiente, é o cenário ideal para colocar futebolistas a jogar sem que sintam a pressão desta camisola.»
No que diz respeito ao futuro, a ambição competitiva mantém-se intacta: «Vamos sempre competir, isso tenho muito claro. Há matéria-prima, a fome continua presente e nenhum futebolista disse que aproveitava esta data FIFA para não vir, o que é um bom sinal. Enquanto virmos isso, temos a garantia de que vamos competir contra todos. Também o temos no nosso ADN.»