Árbitro António Nobre fala com Farioli no banco no jogo entre o SC Braga e o FC Porto - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Árbitro António Nobre fala com Farioli no banco no jogo entre o SC Braga e o FC Porto - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

SC Braga-FC Porto: Farioli com muitas queixas, o que diz Pedro Henriques?

Um penálti bem assinalado e dois lances de amarelo, também bem decididos, apesar dos pedidos de vermelho. Mostrou dificuldade em impor autoridade

5’: Sem penálti. Na queda de Gabri Veiga na área bracarense, Florian Grillitsch estica a perna esquerda, mas não rasteira o pé direito do médio espanhol dos dragões. Veiga acaba por se desequilibrar porque, ao pontapear a bola, esta ficou prensada entre os pés de ambos os jogadores.

15’: Antidesportivo. Livre direto e cartão amarelo bem mostrados: Lagerbielke não agrediu nem atingiu Pietuszewski com o cotovelo. Colocou o braço esquerdo à frente do peito do adversário quando este fugia pelo corredor esquerdo — falta tática e corte de um ataque prometedor.

33' - Para ser uma clara oportunidade de golo e consequente cartão vermelho, é preciso que se verifiquem quatro fatores; distância entre o local da infração e a baliza, a direção geral da jogada, posição e número de defensores que podem intervir no lance; e possibilidade de manter ou controlar a bola. Ora com a bola pelo ar, não havia garantia de que Deniz Gul a pudesse controlar. Além disso, ia na direção em que estava outro jogador bracarense, Lagerbielke, que poderia ainda disputar o lance. Essas razões tornam o lance num ataque prometedor, e falta punível com cartão amarelo, e não uma clara oportunidade de golo.

37’: Bola primeiro. Lukas Hornicek chega antes à bola e toca-a com ambas as mãos; o contacto posterior com Pietuszewski resulta apenas do movimento natural de ambos na disputa do lance. Tudo legal e sem motivo para assinalar penálti.

52’ - Aferir a intensidade e a questão da causa-efeito quando um jogador cai porque tem os braços do adversário a agarrar a camisola ou na frente do seu peito é sempre difícil, e é essa a imagem que fica quando paramos e vemos a repetição. E perante isto, o VAR nunca iria intervir para reverter o penálti de Gabri Veiga sobre Niakate, embora o jogador bracarense caia de forma fácil. Daí que é um lance típico de claro benefício da dúvida para a decisão tomada em campo. 

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54’ - Zalazar viu cartão amarelo porque, ao comemorar o golo, foi na direção onde estavam os jogadores suplentes do FC Porto a aquecer, tocando num deles, numa ação provocatória e antidesportiva.

62’: Perigoso. Ambos levantam o pé para disputar a bola, mas Alan Varela chega primeiro e toca no esférico. Diego entra depois e acerta com a sola do pé direito no tornozelo de Varela — ação negligente e passível de cartão amarelo, que não foi exibido.

69’ - No golo do empate dos dragões, na construção da jogada pelo corredor esquerdo não há infração de fora de jogo por parte Pietuszewski que partiu de posição legal.

Positivo
As decisões principais nas áreas, as decisões disciplinares principais e os assistentes nos fora de jogo.

73’ - Cartão amarelo bem mostrado a Pablo Rosário por agarrar e impedir a progressão de Zalazar, num agarrão persistente, ostensivo e evidente.

74’ - Moffi com a mão direita agarra a camisola de Víctor Gómez já à entrada da área dos dragões. Cartão amarelo bem mostrado por este agarrão que corta um ataque prometedor.

Negativo
O comportamento dos bancos que não respeitam as decisões dos árbitros. O tempo extra dado que foi escasso para as incidências.

81’ - Fofana foi ter com Zalazar na comemoração do golo, dirigindo palavras para este, a vingar-se da situação em que Zalazar fez o mesmo na comemoração do golo dos bracarenses. Bem mostrado o cartão amarelo.

90’ - Foram dados seis minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, que foi escasso para as incidências que ocorreram no segundo tempo; três golos, cinco amarelos, um penálti com espera de confirmação por parte do VAR, cinco substituições nas quais entraram nove jogadores, e a assistência médica no terreno de jogo a Diogo Costa, deveriam traduzir-se em oito minutos de tempo adicional.

90+6’ - Cartão amarelo bem mostrado a Gorby por agarrar e puxar Martim Fernandes quando este saía em transição.

Nota do árbitro: 6