Mesa já havia ganho uma etapa esta época na Clássica de Abertura
Mesa já havia ganho uma etapa esta época na Clássica de Abertura

Santiago Mesa assume liderança da Alentejana

Corredor colombiano foi o mais rápido a cortar a meta em Montemor-o-Novo, em mais uma chegada ao 'sprint' antes do aguardado contrarrelógio de sexta-feira

O colombiano Santiago Mesa (Anicolor-Campicarn), é o novo líder da 43.ª Volta ao Alentejo, após ter vencido ao sprint a 2.ª etapa, que terminou esta quarta-feira em Montemor-o-Novo depois da saída em Ferreira do Alentejo.

Num final exigente e técnico, Mesa, de 28 anos, impôs-se aos adversários diretos, completando os 160,5 quilómetros em 3.52,07 horas. Foi a segunda vitória da temporada para o sul-americano, que já tinha triunfado na Clássica de Abertura.

Na linha da meta, Mesa ganhou a vantagem de 2s sobre o argentino Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e 4s face ao espanhol Albert Roca (Caja Rural), segundo e terceiro classificados, respetivamente. O melhor português foi Francisco Campos (Tavira-Crédito Agrícola), que terminou em quarto.

Fotografia FPC

Com este desfecho, Mesa ascendeu à liderança da geral, dispondo agora de uma vantagem de 4s sobre Tivani. O espanhol Roger Pareta, da equipa de desenvolvimento da Movistar, é terceiro, a 7s. Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) é o luso mais bem classificado, ocupando o quinto posto, a 13s do líder.

A etapa ficou marcada por uma fuga que demorou quase 50 km a formar-se, protagonizada pelo português Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) e e o espanhol Alvaro Sansano (Cortizo). O pelotão, no entanto, controlou sempre a distância, que nunca ultrapassou os 3m.

Nunes ainda tentou a sorte a solo a 45 km da meta, mas a iniciativa foi anulada pelo pelotão a 13 km de Montemor-o-Novo. Ainda assim, o esforço do ciclista da equipa axadrezada valeu-lhe o prémio de combatividade do dia.

A 3.ª etapa, esta sexta-feira, poderá ser decisiva para as contas da geral, com a realização de um contrarrelógio individual de 23,1 km no Crato, que assim marca o regresso da especialidade à Alentejana