Safonov imitou Vítor Baía: vencer uma final sem uma única defesa
A recente final da Champions League, na qual Matvey Safonov se sagrou campeão pelo PSG sem efetuar uma única defesa frente ao Arsenal, levanta uma questão curiosa: que outros guarda-redes venceram grandes finais sem qualquer intervenção registada? A história do futebol revela vários casos semelhantes, um deles diretamente relacionado com o futebol português.
Tal como recorda o The Guardian, Um dos exemplos mais sonantes é o de Vítor Baía, na final da Liga dos Campeões de 2004, quando o FC Porto de José Mourinho venceu o Monaco por 3-0, em Gelnsenkirchen. Oficialmente, Baía não fez qualquer defesa, embora tenha realizado uma grande intervenção num lance em que Fernando Morientes foi erradamente assinalado em fora de jogo.
Outro caso ocorreu na final da mesma competição em 2011, em Wembley. O Barcelona venceu o Manchester United por 3-1, num jogo em que o golo de Wayne Rooney, que empatou a partida, deveria ter sido invalidado por fora de jogo de Ryan Giggs na jogada. O guarda-redes do Barcelona, Victor Valdes, não efetuou qualquer defesa durante todo o encontro.
No futebol feminino, Sarah Bouhaddi, do Lyon, juntou-se a este grupo na final da Champions de 2020. A sua equipa venceu o Wolfsburg por 3-1, sendo que o único remate enquadrado da equipa alemã, da autoria de Alexandra Popp, resultou em golo.
Fora da Champions, Wojciech Szczesny, ao serviço do Arsenal, também viveu uma noite tranquila na final da Taça de Inglaterra de 2015, na qual a sua equipa goleou o Aston Villa por 4-0. Contudo, o exemplo de maior destaque talvez seja o de Nery Pumpido, na final do Campeonato do Mundo de 1986. A Argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3-2, e os dois golos alemães, ambos na sequência de cantos, foram os únicos remates enquadrados com a baliza argentina em toda a partida.