Rui Borges mostrou orgulho no percurso da equipa na Champions
Rui Borges mostrou orgulho no percurso da equipa na Champions - Foto: IMAGO

Rui Borges: «Agora não podemos baixar o nível»

Treinador do Sporting reiterou orgulho no percurso da equipa, elogiou prestação dos jogadores e deixou claro o objetivo para o dérbi: ganhar

De cabeça bem erguida e palavras elogiosas. Rui Borges, em declarações à Sport TV, falou do afastamento da UEFA Champions League, realçando que não dói mais sair assim do que se fosse de goleada.

«Não consigo dizer que dói. É um orgulho infinito na capacidade da equipa, na personalidade da equipa. No cômputo geral dos dois jogos acho que fomos superiores ao Arsenal, muito honestamente. Acabam por ter sorte em conseguirem ter feito um golo em Alvalade a acabar o jogo e que os leva a conseguir passar a eliminatória. Mas, por tudo o que fizemos, acho que fomos melhores. Oportunidades claras de golo, na personalidade que tivemos em ambos os jogos. Hoje também aqui neste estádio, neste ambiente extraordinário. Acho que os nossos adeptos também foram extraordinários, estiveram ao nível desse jogo, como têm estado sempre. Por isso, o orgulho é a palavra certa para definir esta eliminatória. Todo este caminho, todo este grupo, toda esta equipa mereciam mais. Temos de sair de cabeça levantada, erguida, felizes por tudo que fomos capazes e pela força e pela alegria que demonstraram no jogo», realçou.

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Questionado sobre o que faltou para que o Sporting tivesse marcado ao Arsenal, eis a resposta do treinador: «Falamos de uma linha defensiva extraordinária do Arsenal. Os centrais, o Luis [Suáre] fez dois grandes jogos, um trabalho imenso, não só sem bola, mas com bola também. Estar a toda hora naqueles duelos físicos, caça, ele foi extraordinário nesse sentido.»

«O Arsenal tem grandes jogadores na linha defensiva, difíceis, mas, mesmo assim, lá está, volto a dizer, nos dois jogos, as melhores oportunidades são do Sporting, por isso, e também aquilo que é a nossa qualidade, o nosso poder ofensivo também, eles não criaram tantas oportunidades quanto isso, nos dois jogos, claras oportunidades, por isso, muito sinceramente, acho que não podia pedir mais à equipa, volto a dizer, é um orgulho infinito de tudo o que eles foram capazes, estou feliz, estou muito feliz, claro, ficámos tristes porque queríamos muito passar e continuar a marcar a história do Sporting, mas outros anos virão e tenho a certeza que cada vez mais o Sporting ganhará esse respeito que já tem ganho ao longo desta época», acrescentou.

Quanto às alterações que fez, com a enteada de Quenda e a saída de Catamo, a explicação foi clara: «Refrescar um bocado a frente do ataque, é natural que a malta estivesse a cair um bocadinho, dentro daquilo que tínhamos, não fugir muito da nossa ideia, daquilo que estávamos a conseguir, ficar com a bola, instalar no meio-campo em alguns momentos do Arsenal, tenta o Dani [Daniel Bragança] a fazer um pouco de Pote, tentar o Quenda a fazer de Geny, tendo aceleração e também largura, tentámos um pouco isso. O Morita fez um bom jogo, acho que o Morita e o Morten [Hjulmand], mesmo os dois centrais fizeram um jogo fora de normal, fantástico.»

Segue-se o Benfica...
«O jogo de hoje cria-nos responsabilidade, porque agora não podemos baixar o nível, se queremos voltar e queremos estar neste nível, nesta competição, a jogar com os melhores, a disputar os jogos com os melhores cara a cara, temos que fazer um grande jogo também com o Benfica, um jogo importante naquilo que é a nossa caminhada de ainda lutar por o título nacional, estamos nessa luta, queremos muito mantê-la, queremos muito lutar por ela, e passa pelo próximo jogo.»