Desacatos entre jogadoras e adeptos interromperam Nun'Álvares-Benfica
Desacatos entre jogadoras e adeptos interromperam durante meia hora o Jogo 2 da final da liga de futsal, entre Nun’Álvares e Benfica, com as equipas a recolherem aos balneários e a GNR de Fafe a deter cinco pessoas, segundo o Canal 11.
A partida, da qual restavam jogar apenas 4 minutos e 19 segundos, seria retomada meia hora depois, e o Benfica acabou por triunfar por 4-1, empatando a final (uma vitória para cada equipa), depois de ter sido surpreendido em casa no primeiro jogo, por 2-4.
Os incidentes no pavilhão do Grupo Nun’Álvares começaram após Angélica Alves, jogadora do Benfica, cometer grande penalidade ao tocar com a mão na bola no interior da sua área e ser expulsa. A decisão deixou-a revoltada, a protestar enquanto saía de campo, o que gerou insultos por parte de um espectador que se encontrava no setor da equipa fafense.
Na sequência dessa troca de insultos, outro espetador deixou o setor reservado aos adeptos do Benfica e confrontou o do Nun’Álvares, gerando-se confusão à qual afluíram praticamente todas as jogadoras.
As árbitras Andreia Santo e Raquel Santos ordenaram então que as duas equipas recolhessem aos balneários, até a ordem ser reposta.
No final, Paulo Tavares, treinador do Nun’Álvares, responsabilizou a «cabeça quente» de Angélica Alves pela «confusão enorme» que se verificou. «As pessoas têm de se capacitar que isto é desporto. Desporto é bonito quando sabemos perder e sabemos ganhar. São situações tristes que espero que não voltem a acontecer», disse à agência Lusa.
Paulinho Roxo, técnico do Benfica, admitiu que «as emoções estão à flor da pele», por se tratar de uma final: «Não gosto disto, sinceramente. Mas a bancada estava ‘viva’. É isso que faz o futsal: ter a bancada perto. O jogo estava 3-1. O 3-2 poderia mudar a história. Gosto do futsal por este tipo de emoção. Não concordo com o que aconteceu, mas por vezes acontece, mais no feminino do que no masculino. Neste jogo não havia policiamento, só segurança. Talvez no quarto jogo haja mais segurança.»
O Benfica reagiu bem à derrota no primeiro jogo e ao intervalo já vencia por 2-0, golos de Joana Moreira, na própria baliza, e de Ana Oliveira. Já na segunda parte, Kaká, de penálti, reduziu para 1-2, aos 28 minutos, mas aos 34’ Inês Matos fez o 3-1. Foi com esse resultado que se chegou à interrupção por desacatos. Quando as equipas voltaram dos balneários, Ana Catarina defendeu o penálti de Kaká que estivera na origem da expulsão de Angélica André, abrindo caminho ao 4-1, de Fifó.
A final regressa agora a Lisboa, para o terceiro jogo, a 6 de junho, e, com a eliminatória em 1-1 e o título entregue a quem vencer primeiro três jogos, já se sabe que haverá novo duelo em Fafe a 13 de junho. Se necessário, o Jogo 5 será na casa do Benfica a 20 de junho.
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