Ronaldinho revela o «pior momento» da vida: «Não fiz nada de errado»
Num novo documentário da Netflix que estreia esta quarta-feira, a lenda do futebol brasileiro, Ronaldinho, descreveu a sua detenção no Paraguai em 2020 como «o pior momento» da vida. O antigo jogador, que celebrou o seu 40.º aniversário atrás das grades, foi acusado, juntamente com o irmão e agente Roberto de Assis Moreira, de usar passaportes falsificados.
Após a detenção, os irmãos passaram um mês na prisão e mais quatro meses em prisão domiciliária num hotel em Assunção, a capital do país. «Ser detido no Paraguai foi o pior momento, sem dúvida», afirmou Ronaldinho. «Porque é que eu tinha aquele passaporte? Foi-me dado. Essa pessoa veio a minha casa para o entregar. Ficas preso numa situação, mas eu não fiz nada de errado. É horrível».
Tanto Ronaldinho como o seu irmão sempre mantiveram a inocência, alegando que foram enganados e que pensavam que os documentos eram um gesto de cortesia.
«Foi uma viagem importante e tudo aconteceu muito depressa», explica o irmão, Assis. «Confias em alguém e essa pessoa não cumpre a sua palavra. O que aconteceu foi uma loucura. Nunca imaginámos passar por algo assim, viver uma situação daquelas».
Jogar atrás das grades
Mesmo nas circunstâncias mais adversas, o antigo craque, conhecido pela sua energia contagiante, encontrou forma de se manter positivo. Na prisão, participou em jogos e num torneio de futsal com outros reclusos e guardas, levando a sua equipa a uma vitória num torneio, cujo prémio foi um leitão. «Fiz amigos. Foi uma forma de esquecer o que estava a passar», refletiu.
A carreira de Ronaldinho foi marcada tanto pelo génio em campo como pelas controvérsias fora dele, desde a saída do Barcelona até problemas com a justiça e uma vida pessoal complexa. Este novo documentário da Netflix, intitulado Ronaldinho: único e inigualável, explora as várias facetas do ícone brasileiro.