Roberto Martínez destaca potencial de Gyokeres... «assim que estiver pronto»
As opiniões sobre o rendimento de Viktor Gyokeres ao serviço do Arsenal ultrapassam as fronteiras do futebol inglês. Roberto Martínez, convidado da última edição do videocast The Overlap, analisou a evolução do avançado sueco na temporada de estreia na Premier League: «É um jogador que vi muito no Sporting. O Arsenal escolheu a dedo o que queria. É um jogador que está sempre nas costas dos defesas centrais, é a melhor versão dele em situações de um para um. Tem potência, usa o corpo e é um bom finalizador.»
«Martínez destacou a importância do período de «adaptação à fisicalidade» da elite do futebol inglês, após dois anos em Portugal. «Tem potencial para ser o melhor marcador do Arsenal nos próximos quatro ou cinco anos, assim que estiver pronto. O jogo contra o Tottenham [Gyokeres bisou na vitória do Arsenal por 4-1] mostrou o que ele consegue fazer quando o espaço está lá e quando o estilo lhe convém. O Arteta trouxe um jogador que eles não tinham para esse tipo de jogos», frisou o selecionador nacional.
Para o técnico espanhol, Gyokeres é um «excelente exemplo para qualquer jovem jogador que sofra uma rejeição em algum lado» para «continuar a lutar». O bis diante do Tottenham pode mesmo «significar mais do que um golo normal».
Roberto Martínez analisou também a passagem de Ruben Amorim, antigo treinador de Gyokeres no Sporting, pela Premier League. O comandante da equipa das Quinas levantou o véu sobre as dificuldades de adaptação do técnico português, que foi despedido do Manchester United em janeiro: «O Ruben Amorim teve muito sucesso no Sporting, veio para o United e provavelmente não conhecia o campeonato. Esse período de transição acontece. Até teres 100 jogos aqui não tens experiência.»
O técnico espanhol considerou que Ruben Amorim fico 'provavelmente preso entre tirar o melhor dos jogadores e jogar da forma que queria» «Fiz o mesmo quando cheguei ao Swansea. [2011]. Dizia 'Não, vamos jogar assim'. Tenho as mesmas convicções de há 20 anos, quando comecei, mas agora sou um bocado mais 'o que é que posso fazer para o jogador estar no seu melhor?'», admitiu.
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