Oliver Solberg (Toyota Yaris) terminou a primeira etapa do Rali de Portugal na liderança

Rali de Portugal: Oliver Solberg termina primeiro dia na liderança

Após três especiais, o piloto sueco da Toyota tem 3,4 segundos de vantagem sobre o francês Adrien Fourmaux, em Hyundai, e 3,8 s sobre Sébastien Ogier, também em Toyota e igualmente francês

O piloto sueco Oliver Solberg, ao volante de um Toyota Yaris, assumiu a liderança do Rali de Portugal no final do primeiro dia de competição, esta quinta-feira, na Figueira da Foz.

O filho do antigo campeão mundial Peter Solberg (2003) completou as três classificativas em 28 minutos e tem vantagem de 3,4 segundos sobre o francês Adrien Fourmaux (Hyundai i20) e de 3,8 segundos sobre o campeão mundial Sébastien Ogier (Toyota Yaris), também francês, que ocupa a terceira posição.

Oliver Solberg (Toyota Yaris)

A liderança da prova mudou de mãos ao longo do dia. Fourmaux foi o primeiro a comandar, após vencer a especial de abertura em Águeda/Sever. No entanto, Solberg, de 24 anos, respondeu de imediato no troço seguinte, de 20 quilómetros, entre Sever e Albergaria, onde foi o mais rápido e saltou para o primeiro lugar, posição que manteve até ao fim do dia.

Sebastien Ogier (Toyota) venceu a superespecial da Figueira da Foz

A superespecial na Figueira da Foz foi ganha por Sébastien Ogier, que recuperou de um início de dia mais discreto. «Não foi o começo ideal para nós. Sofremos bastante na primeira especial», confessou o piloto francês, que perdeu cinco segundos para a concorrência, mas melhorou após fazer «uns ajustes no carro na segunda especial».

Adrien Fourmaux (Hyundai i20) é segundo após o primeiro dia do Rali de Portugal 2026

Adrien Fourmaux, que foi apenas o sexto na superespecial, explicou a estratégia. «Decidimos montar pneus usados para esta especial de forma a poupar pneus novos para amanhã. Nesta prova, estamos um pouco limitados em termos de pneus macios», justificou, mostrando-se, ainda assim, «contente com o início do rali».

«Ainda falta muito…»

Oliver Solberg, que regressa à categoria principal do WRC após uma passagem pela Hyundai, procurou uma abordagem cautelosa. «Não vamos ter assistência, pelo que não queria tocar em nada. Foi bom para começar», afirmou o piloto, que já venceu em Monte Carlo este ano. «Ainda falta muito para o final e todos os dias serão diferentes», acrescentou.

Oliver Solberg (Toyota) durante a superespecial da Figueira

A luta pelo pódio está renhida. Thierry Neuville (Hyundai i20), campeão mundial em 2024, foi ultrapassado por Ogier na superespecial e caiu para quarto, a apenas dois décimos do francês. Logo atrás, a um décimo de Neuville, está o líder do campeonato, o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris). O finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris) é sexto, seguido pelo espanhol Dani Sordo (Hyundai i20).

Na sexta-feira, os pilotos enfrentam o primeiro dia completo de prova, com arranque marcado para as 07h35. O percurso inclui sete especiais cronometradas num total de 96,22 quilómetros, passando por Mortágua, Arganil, Góis e Lousã. Os carros, que pernoitam na Figueira da Foz sem assistência, só terão uma paragem de 15 minutos para acerto de pneus a meio do dia, antes do regresso à Exponor, em Matosinhos.

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