Qualificação para o Mundial de Basquetebol: palavra final diz-se em Luanda

Kilamba volta a acolher a fase que separa Angola do Qatar.

Dakar já fez a sua parte. Deixou o Grupo F baralhado, com contas de desempate e uma tabela onde ninguém está verdadeiramente confortável. Agora sobra a Luanda o papel de fechar a história. 

Entre 25 e 28 de Fevereiro de 2027, o Pavilhão Arena do Kilamba recebe a quinta e última janela do apuramento africano para o Mundial do Qatar. Os adversários são os mesmos de Dakar — Senegal, Costa do Marfim, RD Congo —, só a ordem dos jogos é que se inverte. Tudo o resto está por decidir.E esta janela pesa de forma diferente. Não há depois. Quem terminar fora dos dois primeiros do grupo, ou fora do lugar do melhor terceiro entre os dois grupos da fase final, fica em casa a ver o Mundial pela televisão. 

Angola já esteve em nove Campeonatos do Mundo e quer a décima presença, e vai jogá-la diante do seu público, num pavilhão onde já protagonizou noites que ficaram na memória. Isso conta. A Federação sabe que conta.Mas há um pormenor que costuma passar ao lado do adepto comum e que vale a pena explicar: a janela de Fevereiro cai em plena época da NBA, e a liga norte-americana simplesmente não liberta os seus jogadores fora das janelas de Verão. Não é uma excepção nem um favor — é como funciona sempre. Isso significa que nenhuma seleção africana com jogadores na NBA vai poder contar com eles em Luanda, terão de arranjar solução para esse lugar no cinco inicial.No caso angolano o impacto é menor do que poderia ser, já que o nome de maior currículo internacional joga hoje na Europa, não nos Estados Unidos. Um grupo que conhece o peso da camisola e que chega a Fevereiro a jogar em casa, com o público do seu lado, mas também com a consciência de que desta vez não há margem para tropeços. É a última paragem antes do Qatar, seja em primeiro, segundo ou até melhor terceiro lugar. O que importa é ir ao Qatar.

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