A análise de Pedro Henriques à arbitragem do FC Porto-Moreirense
11’: Alteração à lei nos pontapés de canto atribuídos incorretamente, se a decisão puder ser imediatamente alterada (pelo VAR). Foi o caso. Maracás aliviou a bola e bateu em Francisco Moura antes de sair pela linha de baliza. Árbitro deu canto e era pontapé de baliza. Bem o VAR a reverter.
17’: Na cara. Foi deliberada e objetiva esta entrada de William Gomes, que,com o antebraço esquerdo, acertou em cheio na cara de Francisco Domingues. Umaatitude antidesportiva e entrada negligente, passível de cartão amarelo. Assistente, de frente para o lance, podia ter ajudado.
41’: Agarrou. Faltou mostrar cartão amarelo a Guilherme Liberato por agarrar e puxar a camisola de Alberto Costa, de forma persistente e antidesportiva, por trás, sem qualquer possibilidade de jogar a bola e só com o objetivo de destruir e parar a jogada.
63’: Falta tática. Depois de parar a saída em contra-ataque e com o objetivo de destruir a jogada, Francisco Moura foi bem advertido com o cartão amarelo. Para além disso, a entrada com o braço esquerdo aberto ao rosto de Manuel Mendonça também se insere nas faltas negligentes.
86’: Conduta violenta. Guilherme Liberato, ao entrar com o cotovelo à boca de Victor Froholdt, teve uma entrada com uso excessivo de força que pôs em risco, claramente, a segurança e a integridade física do adversário. A decisão disciplinar foi a correta, com a ajuda do VAR.
90’: Concussão cerebral. A equipa do FC Porto fez seis substituições, tendo usado a substituição extra, permitida sempre que há uma lesão na cabeça. Para mostrar o motivo da substituição, o Delegado dos dragões levantou um cartão roxo. Cumpriu-se oregulamento.
A nota a António Nobre: 6
As poucas faltas assinaladas (23). O tempo útil (60%). O VAR na expulsão. Os oito minutos de tempo extra.
Comportamento dos bancos, valendo um vermelho para cada lado. Entrada violenta que originou o vermelho.
Outros lances em análise
44’: Cartão amarelo bem mostrado a João Veloso, que, com o jogo interrompido e sem estar a disputar a bola acabou por ter um comportamento antidesportivo para com o adversário Alberto Costa. O médio dos cónegos empurrou o defesa dos azuis e brancos com ambas as mãos no peito.
45’: Foram dados três minutos de tempo extra. No entanto, a recuperação de tempo perdido foi escassa para as incidências do primeiro tempo, uma vez que houve dois golos, um cartão amarelo, duas expulsões a elementos técnicos no banco e ainda todo o ajuntamento de jogadores e respetivos bancos que existiu no lance que originou a advertência ao jogador do Moreirense.
67’: Dinis Pinto foi bem advertido por protestar com o árbitro, curiosamente, após uma falta que o próprio cometeu sobre Martim Fernandes, quando agarrou e puxou o defesa dos dragões. O protesto foi um pontapé na bola, pelo lateral e capitão dos minhotos, para fora das quatro linhas e braço levantado em desacordo.
90’: Foram dados oito minutos de tempo extra, que foram corretos, em virtude das incidências do segundo tempo, onde houve seis paragens para substituições, a entrada de onze jogadores, um golo, dois amarelos, um vermelho e uma ida ao monitor, para além da assistência em campo ao lesionado Victor Froholdt, após a entrada dura de Guilherme Liberato.
90+3’: O capitão do Moreirense, Dinis Pinto, foi substituído e saiu com a braçadeira na manga esquerda, ficando a sua equipa sem capitão dentro das quatro linhas. O jogo recomeçou e só passado alguns minutos essa situação foi reparada. Aí, Maracás assumiu a capitania e pôs, finalmente, a braçadeira no braço. Uma desatenção a apontar quer aos responsáveis de Moreira de Cónegos, quer, sobretudo, à equipa de arbitragem.
90+3’: Diz também o regulamento das competições que sempre que uma equipa usa uma substituição extra devido a uma concussão cerebral — como foi o caso dos dragões a propósito da lesão de Victor Froholdt e que, por consequência, acabaram na prática por substituir seis jogadores — a equipa adversária, automaticamente, também ganha direito a essa mesma substituição extra — e, refira-se, não é preciso que ninguém se magoe da mesma maneira. Foi por essa razão que o conjunto liderado por Vasco Botelho da Costa também acabou por fazer seis substituições, sendo que essa última foi a saída do seu capitão Dinis Pinto para a entrada de Leandro Santos.