Charlene do Mónaco era nadadora olímpica e esteve nos Jogos Olímpicos Sydney2000. IMAGO
Charlene do Mónaco era nadadora olímpica e esteve nos Jogos Olímpicos Sydney2000. IMAGO

Princesa Charlene, ex-olímpica, criou um dia para evitar tragédias como a que viveu

A antiga nadadora sul-africana ganhou 3 medalhas de ouro em Taças do Mundo e participou nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, ficando em 5.º lugar.

A morte do primo de cinco anos, um susto com a filha Gabriella e a perda da filha de amigos são alguns dos acontecimentos que motivam a causa da princesa Charlene do Mónaco, antiga nadadora olímpica.

O Palácio do Príncipe do Mónaco iluminou-se de azul no passado fim de semana para assinalar o Dia Mundial da Prevenção de Afogamentos, celebrado a 25 de julho. Este é um tema que toca de perto a princesa Charlène, não só pelo seu passado como nadadora olímpica, mas também por uma série de tragédias pessoais que a marcaram profundamente.

A luta contra os afogamentos é, aliás, uma das principais missões da Fundação Princesa Charlène. Desde a sua criação, em dezembro de 2012, a fundação tem promovido programas de aprendizagem de natação e segurança aquática, que já beneficiaram mais de um milhão de pessoas em 43 países. A motivação para esta causa, como explica o site da fundação, vem do facto de Charlène ter sido «testemunha da devastadora realidade» dos afogamentos.

A primeira grande tragédia ocorreu ainda na sua infância, com a morte do seu primo Richard, de apenas cinco anos. Numa entrevista ao Ouest-France, a princesa confessou o impacto duradouro deste acontecimento: «Richard afogou-se num rio, muito perto da casa do meu tio. Tinha apenas cinco anos. Foi devastador para toda a nossa família. Não creio que uma dor assim desapareça alguma vez por completo».

Esta experiência, juntamente com outros incidentes que presenciou — como a neta de um amigo próximo e três outras crianças que se afogaram durante umas férias —, moldaram a sua convicção. A ex-nadadora acredita que aprender a nadar «deveria ser um direito fundamental, tal como aprender a ler».

Seis anos após a criação da sua fundação, uma nova tragédia abalou a princesa. A filha de 19 meses de uns amigos morreu afogada na piscina de uns vizinhos. «A pequena costumava ir ao jardim dos vizinhos e, nesse dia fatídico, deve ter caído na piscina. Quando a encontraram, já era demasiado tarde», lamentou Charlène numa entrevista à Point de Vue, mostrando-se muito afetada pela perda.

Estas experiências levaram-na a garantir que os seus próprios filhos, os príncipes Jacques e Gabriella, agora com 11 anos, aprendessem a nadar desde muito cedo. «Protegê-los do risco de afogamento era, claro, uma prioridade para mim», afirmou. No entanto, nem assim evitou um grande susto quando a sua filha Gabriella caiu a uma piscina ao tentar apanhar um brinquedo. Felizmente, a princesa apercebeu-se a tempo e conseguiu evitar o pior.

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