Prestianni, extremo do Benfica, com a bola no jogo frente ao Nacional (foto: Miguel Nunes)
Prestianni, extremo do Benfica, com a bola no jogo frente ao Nacional (foto: Miguel Nunes)

Prestianni e Schjelderup, sempre e em todo lado (as notas do Benfica)

Argentino e norueguês foram motores da vitória das águias frente ao Nacional, este domingo, na 29.ª jornada da Liga
Prestianni (7) — o melhor em campo
Foi dos pés do extremo argentino que nasceram a maior parte dos lances mais decisivos do jogo e essa magia alimentou durante muito tempo a equipa. Prestianni cruzou para o golo de Schjelderup, insistiu e roubou a bola a Zé Vítor para depois assistir Rafa para o segundo golo e foi protagonista principal em muitos outros momentos. Aos 37’ proporcionou um bom remate a Dedic, aos 40' foi ao flanco esquerdo para depois fazer um grande remate em arco que bateu no poste da baliza. Aos 45’ o jovem de 20 anos inventou mais um passe delicioso que lançou Rafa na profundidade. Numa fase em que lhe iam faltando forças, ainda cruzou, aos 77’, para mais um remate de cabeça de Pavlidis.

(6) TRUBIN - Teve pouco trabalho, sobretudo na primeira parte, mas deu resposta segura quando teve de aparecer. Aos 54’ foi rápido a saltar aos pés de José Gomes para matar uma jogada perigosa. Aos 76’ segurou remate forte de Jesús Ramírez.

(6) DEDIC - Rápido e competente a defender e diferenciador no ataque, pelo flanco ou a pisar terrenos interiores. Aos 12’, fez bom cruzamento para a cabeça de Rafa; aos 37’, viu Zé Vítor desviar-lhe um remate que prometia golo; e aos 89’ faltou-lhe convicção para finalizar melhor, quando tinha tudo para ser feliz e com a baliza em ponto de mira.

(6) ANTÓNIO SILVA - Muito ativo a defender, a assumir as saídas com bola e também a surgir em zonas de finalização. Aos 25’, na área, rematou forte, mas José Gomes desviou a bola num lance de golo iminente. Nos cantos conseguiu ter presença e criar confusão ao adversário.

(5) OTAMENDI - Menos fulgurante do que o habitual, limitou-se a controlar a zona. Na segunda parte, quando o Nacional se atreveu, meteu mais o pé e liderou o setor defensivo.

(6) DAHL - Sempre seguro a defender, foi muito rápido nas transições para o ataque — teve várias e mostrou atrevimento. Foi dono e senhor da posição e empurrou a equipa com critério.

(6) RICHARD RÍOS - Primeira parte de muita posse, muito bem na pressão alta, o que lhe permitiu ganhar muitas bolas. Foi ele quem recuperou a bola que resultou no primeiro golo e também no lance em que Schjelderup sofreu penálti. Perdeu capacidade física após o intervalo e caiu bastante.

(6) LEANDRO BARREIRO - Embora com menos critério no posicionamento, também foi muito influente ao lado de Ríos na recuperação da bola e na pressão alta ao adversário. Aos 42’ fez um belo cruzamento para cabeceamento deficiente de Pavlidis. Com a saída de Rafa, subiu no apoio a Ivanovic e foi mais visível a influência de Barreiro — recuperou, assistiu e rematou com muito perigo, aos 85’.

(6) RAFA - Faltou-lhe ainda velocidade, felicidade na definição, mas foi intenso desde o primeiro minuto, a defender e a procurar o espaço no ataque. Foi ele quem descobriu Prestianni no flanco no lance do primeiro golo. Marcou o segundo golo, com grande sentido de oportunidade, e podia ter festejado outros — remate de cabeça ao lado aos 12’ e aos 69’. Acrescentou ainda lances muito interessantes, a entrar pela esquerda e com cruzamentos atrasados a que os companheiros não deram boa sequência.

(7) SCHJELDERUP - Sempre ligado à corrente. Marcou aos 3’ o primeiro golo, num remate de primeira, e tentou muito marcar mais golos e oferecer mais golos. Bom remate aos 52’, que obrigou Kaique a esticar-se, e grande cruzamento para a cabeça de Rafa, aos 69’. Aos 58' sofreu penálti quando se preparava para finalizar e, já depois do minuto 80, ainda teve de cabeça e nos pés chances em que não conseguiu definir bem. O norueguês foi igualmente muito importante na forma como ajudou Dahl a fechar o flanco.

(4) PAVLIDIS - Mourinho tem razão: Pavlidis trabalha muito e vai além do papel simples de um ponta de lança. Mas o grego não atravessa fase de inspiração. Neste jogo falhou um penálti e abordou de forma deficiente outros lances na zona onde tem de fazer a diferença, como o remate de cabeça mal direcionado, aos 77’. Mostrou ansiedade, que em muitos momentos se transformou em atrapalhação com a bola nos pés. Desmarcou muito bem Rafa para dois lances de golo iminente, mas em ambos o companheiro estava em posição irregular.

(5) AURSNES - Pouca bola, pouco envolvimento e pouco tempo em campo, mas sem falhas e com inteligência na posse e ocupação do espaço.

(5) LUKEBAKIO - Entrou com vontade de deixar a sua marca. Cruzou para criar perigo aos 85’ e aos 86’.

(5) IVANOVIC - Boa entrada, possante. Rematou forte mas à figura, aos 85’. Aos 89’ ofereceu a Dedic boa oportunidade.

(5) BARRENECHEA - Devolveu o equilíbrio e frescura física à zona do meio-campo.

(—) GONÇALO MOREIRA - Estreia na equipa principal do médio-ofensivo. Ainda sem bola e tempo para mostrar mais. Mas concretizou um sonho.