Prestianni e Schjelderup, sempre e em todo lado (as notas do Benfica)
(6) TRUBIN - Teve pouco trabalho, sobretudo na primeira parte, mas deu resposta segura quando teve de aparecer. Aos 54’ foi rápido a saltar aos pés de José Gomes para matar uma jogada perigosa. Aos 76’ segurou remate forte de Jesús Ramírez.
(6) DEDIC - Rápido e competente a defender e diferenciador no ataque, pelo flanco ou a pisar terrenos interiores. Aos 12’, fez bom cruzamento para a cabeça de Rafa; aos 37’, viu Zé Vítor desviar-lhe um remate que prometia golo; e aos 89’ faltou-lhe convicção para finalizar melhor, quando tinha tudo para ser feliz e com a baliza em ponto de mira.
(6) ANTÓNIO SILVA - Muito ativo a defender, a assumir as saídas com bola e também a surgir em zonas de finalização. Aos 25’, na área, rematou forte, mas José Gomes desviou a bola num lance de golo iminente. Nos cantos conseguiu ter presença e criar confusão ao adversário.
(5) OTAMENDI - Menos fulgurante do que o habitual, limitou-se a controlar a zona. Na segunda parte, quando o Nacional se atreveu, meteu mais o pé e liderou o setor defensivo.
(6) DAHL - Sempre seguro a defender, foi muito rápido nas transições para o ataque — teve várias e mostrou atrevimento. Foi dono e senhor da posição e empurrou a equipa com critério.
(6) RICHARD RÍOS - Primeira parte de muita posse, muito bem na pressão alta, o que lhe permitiu ganhar muitas bolas. Foi ele quem recuperou a bola que resultou no primeiro golo e também no lance em que Schjelderup sofreu penálti. Perdeu capacidade física após o intervalo e caiu bastante.
(6) LEANDRO BARREIRO - Embora com menos critério no posicionamento, também foi muito influente ao lado de Ríos na recuperação da bola e na pressão alta ao adversário. Aos 42’ fez um belo cruzamento para cabeceamento deficiente de Pavlidis. Com a saída de Rafa, subiu no apoio a Ivanovic e foi mais visível a influência de Barreiro — recuperou, assistiu e rematou com muito perigo, aos 85’.
(6) RAFA - Faltou-lhe ainda velocidade, felicidade na definição, mas foi intenso desde o primeiro minuto, a defender e a procurar o espaço no ataque. Foi ele quem descobriu Prestianni no flanco no lance do primeiro golo. Marcou o segundo golo, com grande sentido de oportunidade, e podia ter festejado outros — remate de cabeça ao lado aos 12’ e aos 69’. Acrescentou ainda lances muito interessantes, a entrar pela esquerda e com cruzamentos atrasados a que os companheiros não deram boa sequência.
(7) SCHJELDERUP - Sempre ligado à corrente. Marcou aos 3’ o primeiro golo, num remate de primeira, e tentou muito marcar mais golos e oferecer mais golos. Bom remate aos 52’, que obrigou Kaique a esticar-se, e grande cruzamento para a cabeça de Rafa, aos 69’. Aos 58' sofreu penálti quando se preparava para finalizar e, já depois do minuto 80, ainda teve de cabeça e nos pés chances em que não conseguiu definir bem. O norueguês foi igualmente muito importante na forma como ajudou Dahl a fechar o flanco.
(4) PAVLIDIS - Mourinho tem razão: Pavlidis trabalha muito e vai além do papel simples de um ponta de lança. Mas o grego não atravessa fase de inspiração. Neste jogo falhou um penálti e abordou de forma deficiente outros lances na zona onde tem de fazer a diferença, como o remate de cabeça mal direcionado, aos 77’. Mostrou ansiedade, que em muitos momentos se transformou em atrapalhação com a bola nos pés. Desmarcou muito bem Rafa para dois lances de golo iminente, mas em ambos o companheiro estava em posição irregular.
(5) AURSNES - Pouca bola, pouco envolvimento e pouco tempo em campo, mas sem falhas e com inteligência na posse e ocupação do espaço.
(5) LUKEBAKIO - Entrou com vontade de deixar a sua marca. Cruzou para criar perigo aos 85’ e aos 86’.
(5) IVANOVIC - Boa entrada, possante. Rematou forte mas à figura, aos 85’. Aos 89’ ofereceu a Dedic boa oportunidade.
(5) BARRENECHEA - Devolveu o equilíbrio e frescura física à zona do meio-campo.
(—) GONÇALO MOREIRA - Estreia na equipa principal do médio-ofensivo. Ainda sem bola e tempo para mostrar mais. Mas concretizou um sonho.