Pizzi ajudou Portugal a vencer a Liga das Nações em 2019. (IMAGO)

Pizzi: «Levo comigo muito mais do que títulos»

Internacional português foi homenageado pela FPF esta segunda-feira, na Cidade do Futebol

A cerimónia oficial de despedida da carreira de Pizzi decorreu esta segunda-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras, casa da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Natural de Bragança, o médio de 36 anos, que pendurou as chuteiras no final da época, acumulou 17 internacionalizações A e conquistou a Liga das Nações em 2019, num percurso feito «desde a base até ao topo da pirâmide do futebol».

O antigo centrocampista tomou a palavra e realçou: «É mais fácil no campo... Agradeço à Federação pela homenagem, é uma honra enorme. Quando comecei, queria apenas jogar, competir e desfrutar do futebol. Ao longo dos anos, percebi que o futebol é muito mais do que o que acontece nas quatro linhas. Deu-me valores importantes. O futebol tem um papel importante na formação dos jovens. O meu percurso foi construído ao longo de muitas etapas. Cada experiência contribuiu para o meu crescimento. Nenhum percurso se faz sozinho, por isso agradeço à minha família — o vosso apoio foi fundamental. Agradeço também a treinadores, colegas, dirigentes, funcionários e adeptos que fizeram parte da minha carreira.»

Quanto à honra de representar a equipa das Quinas, o ex-Benfica destacou a conquista da Liga das Nações: «Representar Portugal foi um dos momentos mais marcantes e conquistar a Liga das Nações ficará para sempre como um dos momentos mais especiais. Levo comigo muito mais do que títulos: levo a satisfação de ter exercido uma profissão que sempre quis exercer.»

Pizzi aproveitou a ocasião para deixar palavras de apoio à Seleção Nacional, que se prepara para disputar o Mundial 2026: «Deixo uma palavra de apoio aos 27 jogadores que vão representar Portugal no Mundial, bem como à equipa técnica e staff. Representarão o nosso país da melhor forma.»

«Um dos jogadores mais marcantes dos últimos anos»

Pedro Proença, presidente da FPF, discursou antes de Pizzi e sublinhou o legado do jogador que terminou a carreira ao serviço do Estoril.

«De Bragança para o Mundo. Despedimo-nos de um dos jogadores mais marcantes dos últimos anos. Enquanto presidente da FPF, receber a família e amigos do Pizzi não se trata de uma despedida, mas sim de uma celebração. De uma grande carreira, de um jogador que provou que não há limites no futebol. A prova de que o talento está em todo o lado. Campeão em todos os escalões em Bragança, obrigou a que o país olhasse para ele. Representou 13 emblemas, somou mais de 700 jogos e foi um dos médios mais goleadores, com mais de 140 golos. Como marco único no palmarés está a Liga das Nações em 2019. A carreira do nosso Pizzi foi muito mais que isto: idolatrado por quem o apoiou, respeitado pelos adversários», frisou.

O líder máximo do organismo revelou ainda que Pizzi está a dar os primeiros passos para prosseguir uma carreira no futebol... mas como treinador: «Vi que esteve no curso UEFA B+A, exclusivo para antigos internacionais que pretendem continuar no futebol como treinadores. Foi um prazer ver o Pizzi na primeira turma. Será um prazer ainda maior vê-lo em campo como treinador. A vida é feita de ciclos e novos começos.»

«Muito obrigado pelo que fizeste pelo povo português e pelo exemplo que deste a centenas de jovens que hoje sonham ser o novo Pizzi. Desejo-te o melhor futuro. As portas da FPF estarão sempre abertas. Hoje, quem te faz continência é o nosso país», rematou Proença.

No evento na Cidade do Futebol, refira-se, estiveram nomes como Rui Patrício, André Almeida, David Simão, Luís Filipe Vieira, João Vieira Pinto, Adrien Silva, Marco Caneira, Alan, Joaquim Evangelista, Toni, Domingos Paciência e Ricardo Pereira, bem como a família e amigos de Pizzi.

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