Pizzi jogou com João Carvalho no Benfica e no Estoril: «Uma das referências do campeonato»
Quando Pizzi chegou ao Benfica, no início da época 2014/2015, João Carvalho estava a começar a dar os primeiros passos enquanto sénior, isto depois de toda uma formação realizada ao serviço das águias. Mas o momento do camisola 10 do Estoril haveria mesmo de chegar e em 2017/2018 João Carvalho logrou mesmo participar em 10 jogos pela elite benfiquista, somando duas assistências. E nessa equipa pontificava Pizzi.
O antigo internacional português observou de perto a evolução de João Carvalho e quis o destino que os dois se reencontrassem na campanha finda, já ao serviço do emblema da Linha.
Agora, e na antecâmara do duelo entre as duas equipas — segunda-feira (20h15), por ocasião da 4.ª jornada da Liga — A BOLA esteve à conversa com Pizzi, que recorda bem o debute de João Carvalho no mais alto patamar do Benfica.
«Já se via que tinha muita qualidade técnica e golo. Tem vindo a evoluir ainda mais nos últimos anos e atualmente é, sem sombra de dúvida, uma das grandes referências do Estoril e do nosso campeonato», começou por dizer Pizzi.
Olhando ao João Carvalho com quem voltou a partilhar balneário, na época passada, nos estorilistas, o ex-jogador reforça os elogios. «Apanhei um João Carvalho muito mais maduro, com mais experiência e a saber controlar melhor os ritmos de jogo», assumiu, aflorando a questão da braçadeira, que o próprio Pizzi tantas vezes envergou no Benfica: «O que foi uma surpresa para mim foi a liderança do João. Eu tinha sido capitão dele no Benfica e depois ele acabou por ser meu capitão no Estoril. E demonstrou ter todo o perfil. Não sabia que tinha ele tinha essa capacidade, até porque na altura do Benfica ele era ainda muito jovem. Mas sem dúvida que foi uma bela surpresa.»
A ronda vindoura do campeonato fica então marcada pela embate entre Benfica e Estoril, dois dos clubes que Pizzi representou ao longo da sua preenchida e bastante rica carreira de jogador profissional, mas o antigo internacional português preferiu não abordar o encontro da próxima segunda-feira. Algo que, no fundo, se percebe. Afinal, Pizzi tem amigos dos dois lados e é perfeitamente legítimo que não queira tomar partido.
«Registos muito bons na época passada»
Por entre o lastro de classe que João Carvalho tem deixado por esses relvados fora — tanto em Portugal (onde representou Benfica, Vitória de Setúbal e Estoril), como no estrangeiro (onde vestiu as camisolas de Nottingham Forest, Almería e Olympiakos —, constata-se que 2025/2026 foi uma época de enorme fulgor (porventura a melhor) para o capitão dos canarinhos: 35 jogos, seis golos e 12 assistências.
Nada que deixe Pizzi surpreendido. «Já nasceu com uma qualidade técnica enorme. É muito forte entrelinhas, no último passe. Jogando como número 10, atrás do ponta de lança, está onde se sente melhor. Na época passada teve registos muito bons, ainda para mais numa equipa como o Estoril, que luta por ficar ali na parte intermédia da tabela. Foram números acima da média. Não sei se esta temporada conseguirá repetir ou melhorar, mas espero bem sim. Seria muito bom para ele e para o Estoril», assumiu... o cérebro.